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Pokémon mexe com social e trabalho

Andrea Deis (*)

O que poderá acontecer com a nossa sociedade? Com nossos jovens?

Os admiradores de Pokémon falam que o jogo está socializando enquanto outros falam que está alienando a sociedade.

Por um lado, um desenvolvimento tecnológico impossível de controlar, faz parte das novas tendências e de uma nova geração. Chegaram fazendo muito barulho e criando novos hábitos da população, como telefonia móvel, vídeos games, acesso WI FI e tantas outras.

Um forte traço da geração do milênio é que ela se desenvolveu numa época de grandes avanços tecnológicos, com mais facilidade e desejo em ambiente muito mais urbanizado.

Uma geração exposta a alto nível de informação que se distancia cada dia mais dos trabalhos braçais, ganhadora de “prêmios” e facilidades materiais em troca de pouco ou nenhum esforço. Em parte, esse processo ocorreu devido a uma aparente compensação a partir dos pais, originários da geração X tentando compensar lacuna material pela qual podem ter passado, se comparando prosperidades econômicas da geração X com a da Y. Ao mesmo tempo, possivelmente tentando viver um nível de materialismo econômico através de seus filhos e netos.

A geração da compensação, onde a X tem o desejo de construir e a Y usufruir. O que me preocupa é a "zumbinização" que pode ocorrer com esse estímulo, pessoas que se guiam por um aplicativo e podem se esquecer dos seus reais interesses e afastando-se até da sua própria personalidade.

Estamos vivendo mudanças culturais, onde o líder do século XXI terá que vencer as barreiras da nova época: urbanização, orientalização, robotização e precificação da natureza e quanto mais a mente estiver "sã" mais conscientes estaremos para fazer as escolhas.

O aplicativo usa o tempo dos adultos que podem se distanciar dos propósitos principais.

Um traço da época é que cada vez menos nos comunicamos com as pessoas, utilizamos vários recursos disponíveis e a pergunta que fica: o ser humano estará cada vez mais distante do próprio humano e de si mesmo? Seremos conduzidos para um mundo virtual? Pensar hoje significar cuidar do amanhã. Moderação e pensamento crítico poderão nos ajudar neste momento. Não podemos dizer não aos avanços tecnológicos, mas, também não podemos nos esquecer que vivemos em um mundo terrestre motivado 100% pelas nossas emoções e resultados.

(*) É gestora de carreiras, Master Coach com mais de 15 mil horas de atendimento e palestras, Pedagoga, Palestrante e Orientadora Vocacional.

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