Para Edinho Silva a presença do Papa avança a mudança social do país
A vinda do Papa Francisco ao Brasil, na XXXIII Jornada Mundial da Juventude, reforça o discurso de transformação da Igreja Católica e do Brasil segundo reflexão do deputado estadual e presidente do PT-SP, Edinho Silva. Sociólogo, Edinho falou sobre a visita papal em entrevista à Rede Vida de Televisão.
A Jornada Mundial da Juventude será realizada entre 23 e 28 de julho no Rio de Janeiro para cerca de 2 milhões de fiéis em missa campal nas areias de Copacabana subordinada ao tema “Ide e fazei discípulos por todas as nações”.
"Ao escolher o Brasil, o Papa fala alto porque vem num momento de ebulição da juventude brasileira. Vem para dialogar com as inquietudes da juventude, com a vontade de transformação, de construção de uma sociedade mais justa e mais democrática", diz Edinho que respira esse ar da renovação.
A vinda do papa é um feito porque é a maior liderança cristã do planeta e o primeiro papa latino da história. "Portanto um gesto da igreja de renovação do ponto de vista de suas tradições de nomear apenas papas europeus. Significa que a igreja está olhando para a América Latina, para o que temos de positivo num ambiente pacífico de elevada espiritualidade. O povo latino tem fé, a igreja olha para essa nossa capacidade, mas, também para nossos problemas", observa.
Edinho afirma que o papa vem como alguém que pacifica, embora colocando suas posições com todo o peso de sua liderança. "O papa tem um discurso de transformação, de mudança num ambiente de paz, sem violência; sem o sentimento de fomentar a divergência, a destruição", salienta.
A chamada agenda positiva, criada pela presidenta Dilma Rousseff e pelo Congresso Nacional, como reflexo das manifestações ocorridas no país, acalmou os movimentos populares, sem desmobilizá-los. "É um equivoco pensar que existe uma acomodação. O movimento não adormeceu, espera as mudanças. Se elas não vierem, por um motivo ou por outro, as manifestações voltarão", avalia.
"Então é preciso cumprir essa agenda, realizar as transformações para que o país modernize suas instituições e aprofunde os instrumentos da democracia", acrescenta Edinho. "Nossa juventude que está indo às ruas quer mudanças, mas mudanças para que o Brasil alcance a paz social e se consolide como nação. Então, que nossas lideranças, os poderes instituídos, o Congresso entendam esse recado, ouçam a voz das ruas e promovam efetivamente as transformações necessárias ao país".