Frequentemente deparo com pessoas que pensam “ser livre é levar uma vida desregrada e desenfreada, fazendo o que bem entender, sem se importar com os aborrecimentos que isso possa causar aos outros”. Essa ideia é totalmente errada. Ser livre não é ser escravo dos desejos. Ser livre não é fugir das dificuldades, mas sim dominá-las sem temor. Ser livre não é absolutamente levar uma vida ociosa, desregrada ou descomedida. A “grande liberdade” (a verdadeira liberdade) não se choca com regras, leis e ordem. Um grande músico, pelo fato de estar em natural harmonia com as regras musicais, consegue executar livremente qualquer música. Mas um músico medíocre, por não estar em harmonia com as regras musicais, não tem essa liberdade. Esse exemplo faz-nos compreender que a “grande liberdade” está na natural harmonia com as leis, regras e ordem, e que uma vida ociosa, desregrada ou desenfreada não traz a verdadeira liberdade. A liberdade está intrinsecamente ligada à “ordem” que triunfa sobre a “confusão”. (Ricardo L. Veiga Lopes, engenheiro civil e preletor da Seicho-No-Ie).