Mais um ano e Araraquara aguarda ansiosa a FACIRA 2004.
Quais seriam as atrações da Feira que durante uma semana distrairiam o povo araraquarense?
Os shows musicais, o parque de diversões com brinquedos modernos, os expositores e o inusitado Rodeio.
Defendido por poucos como festa popular, o Rodeio tão divulgado, é na verdade um espetáculo de crueldade e maus tratos aos animais.
O que a grande do público não sabe é que os animais usados nesse “evento” são mansos, e que pulam e pinoteiam na arena por causa da dor e do pânico.
Nos bastidores do espetáculo jovens rapazes, vestidos de cowboys, entre bois acuados pelas grades de ferro e “as moças” da proteçào animal.
Nós éramos “as moças” da proteção animal, denominação dada pelo próprio locutor do Rodeio, com a intenção de obter aprovação para essa apresentação de crueldades.
Mas, afinal de conta, o que nós, “as moças” da proteção animal, vimos nos bastidores do Rodeio?
Vimos alguns cidadão araraquarenses, sentados nas arquibancadas aguardando a oportunidade de verem seus cantores favoritos e que os shows todas as noites começavam sempre com atraso e que tiveram de assistir essa seção de maus tratos.
Vimos os jovens garotos arriscando a vida em nome da emoção e do prêmio no final da competição.
Vimos também os bois acuados, assustados, alguns machucados e com seus abdomens apertados pelo sedém (tira de couro usada para comprimir a virilha e os genitais do animal), puxado por 3 peões com muita força no momento em que o animal é preparado para entrar na arena.
Vimos o sofrimento desses animais que são utilizados para entreter os espectadores.
E nós, “as moças” da proteção animal, assistindo tudo isso em defesa dos direitos dos animais.
A história continua a mesma: pessoas enriquecendo às custas do sofrimento dos animais, cidadão gastando seu pouco dinheiro com algumas horas de diversão; jovens sem futuro em busca de dinheiro fácil; animais explorados e torturados pelos homens e algumas pessoas defendendo os direitos de uma minoria, O DIREITO DOS BOIS…
Apoiamos a festa com seus trajes típicos, shows de música, sugerimos o touro mecânico para os peões demonstrarem suas habilidades. O que não aprovamos são os atos de crueldade contra os animais, que além de moralmente injusto é ilegal.
Por toda dor e sofrimento que causam aos animais, além de fazermos nossa parte, não incentivando rodeios, pedimos a fiscalização para o cumprimento da lei dos Crimes Ambientais 9605/98 – art. 32.
“Não seja cúmplice dessa manifestaçào de torturas, diga não ao RODEIO”.
Associação Araraquarense de Proteção aos Animais
Adriana Mendonça Mattos
Presidente da AAPA
24/08/2004