Luigi Polezze
Informações e críticas sobre situações de perigo têm chegado com frequência à redação, especialmente em relação ao bairro São Geraldo. Os relatos se concentram no entorno da igreja.
Segundo visitantes, o local tem sido frequentemente visitado por pessoas em situação de rua — porém, com comportamento intimidatório. Muitos se aproximam dos frequentadores da igreja oferecendo “serviços” como a vigilância de carros, mas, quando o auxílio é recusado, passam a agir com hostilidade e, em alguns casos, com agressividade e intimidação.
A comunidade já tentou agir. Integrantes da igreja relataram à reportagem que denúncias foram feitas à Guarda Civil Municipal (GCM). Uma delas, registrada no dia 21, resultou em um contato telefônico com a GCM, que informou que um veículo seria enviado “caso houvesse disponibilidade”. Como não havia viatura naquele momento, nenhuma ação foi tomada.
Somente após questionamentos da Redação, a GCM afirmou que foi informada da ocorrência às 16h do mesmo dia. De acordo com a corporação, foi constatada a presença de pessoas em situação de rua causando desordem, mas como não havia mandado de prisão contra nenhum dos envolvidos, todos foram apenas “orientados” e a equipe se retirou do local. O problema? As mesmas pessoas permaneceram na área, continuando a causar transtornos.
Outro relato grave recebido pela reportagem aponta a ausência de policiamento rotineiro no bairro. Moradores afirmam que os agentes “não estão disponíveis” e que o local permanece desassistido. Todavia, a GCM afirma em nota oficial que mantém o patrulhamento como programado no bairro e não há falhas no serviço.
Um caso ainda mais alarmante envolve uma mulher que foi agredida por um morador de rua enquanto aguardava o semáforo. Segundo o depoimento, o agressor pediu dinheiro e, ao ser recusado, respondeu com um soco. A vítima ligou para a GCM, que orientou que ela permanecesse no local, pois uma equipe estaria a caminho. A decisão da guarda de pedir que a vítima ficasse no mesmo ponto onde havia sido agredida, possivelmente próximo ao autor da violência, levanta questionamentos sobre se o procedimento padrão estivesse sendo seguido cegamente e a sensibilidade no atendimento.
Casos como esses mostram que, infelizmente, há uma desconexão entre os serviços de segurança e a realidade vivida por muitos araraquarenses. A população aguarda providências.
NOTA À IMPRENSA
Prefeitura de Araraquara – Secretaria Municipal de Assuntos de Segurança e Mobilidade Urbana
A Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Assuntos de Segurança e Mobilidade Urbana, informa que o bairro São Geraldo está inserido no cronograma de patrulhamento modular da Guarda Civil Municipal (GCM), sendo atendido rotineiramente pelas viaturas da corporação. Em junho, o bairro recebeu ações de patrulhamento em 125 ocasiões distintas, com presença em aproximadamente 25 dias dos 30 do mês, conforme registro interno da GCM.
Em relação à denúncia sobre ausência de atendimento em ocorrência nas proximidades de uma igreja, a Secretaria esclarece que, até o momento, não há registro oficial ou protocolo de reclamação que permita a apuração detalhada. Para que a situação seja devidamente investigada, é necessário o fornecimento de informações mais precisas, como data, horário aproximado e local do fato. A GCM permanece à disposição para receber essas informações e realizar a apuração devida.
Quanto à alegação de indisponibilidade do serviço de atendimento da Guarda, não foi identificada falha sistêmica ou operacional que tenha comprometido o funcionamento da central de atendimento. A Prefeitura reforça o compromisso com a segurança pública e solicita que casos de suposto descumprimento de protocolo sejam formalmente comunicados pelos canais oficiais para apuração adequada e responsabilização, se necessária.
Secretaria Municipal de Assuntos de Segurança e Mobilidade Urbana
Prefeitura de Araraquara
Foto: A CidadeON