Ivan Hussni (*)
É comum se falar em metas no mundo dos negócios. Sem elas, a empresa não sai do lugar e corre sério risco de perder espaço no mercado para concorrentes com objetivos definidos. Isso vale para todos os setores, seja no comércio, na indústria ou nos serviços, e em qualquer ramo, desde uma padaria, lavanderia passando por uma fábrica de autopeças a até uma academia de ginástica.
As metas são o que norteia o empreendimento. Podem estar relacionadas a vendas, produtividade, expansão ou outro alvo. Elas afetam todas as decisões do empresário, pois, apontam para aonde se quer chegar e fazem pensar em providências a serem tomadas nesse sentido. No entanto, colocá-las em prática exige disciplina ou vão se transformar em um foco de frustrações.
A meta deve ser estabelecida com critério. Precisa ser específica; caso contrário, não vai dar resultado. Pensemos no dono do negócio que deseja aumentar sua base de clientes. Ele tem de definir uma porcentagem de crescimento e em quanto tempo pretende chegar a esse novo patamar. Daí surge necessidade de monitorar e medir o desempenho, caso contrário ficará impossível saber se a coisa caminha a contento. Para isso, os números são a melhor régua. Uma ideia é comparar os dados do período com os de igual intervalo imediatamente anterior e com os de um ano antes. Com base nisso pode-se fazer uma projeção do pretendido. Portanto, é vital ter as informações da empresa sob controle e documentadas. Nada de se apoiar apenas na percepção.
A meta também tem de ser possível. Jogar a expectativa para um nível irreal e inatingível terá reflexos negativos. Ao mesmo tempo, também não pode ser fácil demais, pois não representará um desafio. Em ambas as situações, acabará representando um desestímulo para os envolvidos. Estudar o mercado e suas possibilidades é obrigatório nesse ponto.
Incorporar metas à realidade da micro e pequena empresa produz ainda outro benefício: o empreendedor passa a planejar suas ações, elemento vital da boa gestão. Essa prática vai dar impulso para o negócio e impedir sua estagnação.
(*) É diretor técnico do Sebrae-SP