José Renato Nalini pode afirmar: "estamos mais pobres no cultivo de valores"
Como conviver com o impressionante número dos que passam a viver nas ruas? Como nos acostumar com as 65 mil mortes anuais de jovens? É normal assistir à devastação da floresta, destruição de viaturas do IBAMA e do ICMBio, a demolição de pontes para continuar a exploração ilegal de madeira, garimpo irregular e grilagem de terras?
É preciso resgatar princípios que já foram eixos consistentes da nacionalidade. Um deles, pela sua relevância, não pode ter sua restauração postergada. É a subsidiariedade. Calcada no truísmo de que tudo o que é suscetível de ser feito individualmente, graças à iniciativa e desejável autonomia pessoal, é um estímulo a que os seres humanos deixem o casulo tutelar da autoridade e assumam as responsabilidades. Chega de ser lagarta: é preciso virar borboleta e voar. Com as próprias asas, não com a muleta estatal. A responsabilidade do cidadão é exercer a cidadania. E o que é a cidadania senão o direito a ter direitos?