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Facada em Bolsonaro

População aguarda apuração: quem mandou matar?

(Dirceu Cardoso Alves – ASPONIL) Faz 1 ano que o presidente Jair Bolsonaro sofreu atentado à faca em Juiz de Fora (MG). Por conta disso, passou pela quarta cirurgia enquanto seu agressor físico, considerado insano e inimputável, segue recolhido ao presídio federal de Campo Grande (MS). Por medida de segurança, será mantido indefinidamente recluso. No âmbito da Polícia Federal as investigações sobre possível participação de mandantes, incentivadores ou interessados. Espera-se que as conclusões levem de forma inconteste aos comparsas, se é que existem, capazes de desfazer as narrativas sobre o suposto complô.

Como em todo fato de repercussão, muito se tem falado e divulgado sobre relações pessoais e políticas do esfaqueador com reconhecidos desafetos de Bolsonaro. Há, ainda a esclarecer, por exemplo, a motivação e autoria dos registros de sua entrada na Câmara Federal – distante mais de 700 quilômetros do local do crime – na hora em que golpeava o então candidato. Seria a criação de um álibi? A falta de apuração ou, pelo menos, de informação sobre o apurado, leva à desconfiança popular e conclusões precipitadas e até fantasiosas que, com a facilidade proporcionadas pelas redes sociais, ganham o país como rastilho de pólvora. Isso não é bom para ninguém, especialmente para a normalidade democrática. Num país efetivamente democrático e responsável, um episódio desses já teria apresentado os responsáveis.

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