N/A

Escola dos funcionários

“A grande inovação do Poder Judiciário no século XX foi a criação da Escola da Magistratura. A Justiça apercebeu-se de que não é missão da Universidade produzir juízes, mas, formar bacharéis em ciências jurídicas. O juiz é fruto de uma preparação muito singular. Precisa conhecer direito e técnicas de sua aplicação. Precisa, antes disso, gostar de gente. Ser humano, sensível, comover-se com as angústias e sofrimentos do seu semelhante. É imprescindível que o magistrado saiba administrar crises, tenha aptidão a persuadir, a convencer, domine técnicas de argumentação. Nem sempre é suficiente fazer incidir a vontade concreta da lei sobre a hipótese submetida à sua apreciação. A decisão precisa ser, além de legal, legítima. Legitimada pelo consentimento daqueles aos quais afetará. Essa a nova concepção de Magistratura, extraída de um modelo de Judiciário acessível, servidor da população, pronto a ouvir o clamor do povo por uma justiça efetiva, eficaz e eficiente. É exigência da Constituição Cidadã de 5.10.1988, aquela que mais acreditou no Poder Judiciário dentre os pactos já adotados pela nação brasileira nestes cinco séculos de existência.

Agora o Tribunal de Justiça de São Paulo dá um novo passo na direção de prover o maior tribunal do mundo de um pessoal efetivamente preparado a se desincumbir da árdua missão de resolver conflitos: passará a funcionar a ESCOLA DE SERVIDORES, com estrutura própria, dentro da ESCOLA PAULISTA DA MAGISTRATURA.

Ouvi durante todo o percurso rumo à Presidência, que "palestra não é curso". Verificamos no decorrer da gestão passada, nos programas estabelecidos pela Presidência e pela Corregedoria Geral da Justiça, o elevado interesse do funcionalismo por cursos de capacitação, de aperfeiçoamento e de abertura para novas áreas do conhecimento.

O servidor é peça fundamental no mecanismo da Justiça.

O equipamento judicial é um serviço público. Presta serviços. Depende dos seus quadros humanos. E o funcionário sabe que não é possível permanecer na prestação dos seus relevantes serviços, sem uma constante atualização. Por isso é que a Escola vai disponibilizar cursos para alavancar o conhecimento da informática, pois o processo eletrônico é uma realidade irreversível. Mas vai propiciar também o crescimento de cada servidor no conhecimento de novas técnicas de administração do tempo, das melhores práticas de gestão, no treino da desburocratização, do estímulo à produtividade. Sem esquecer um capítulo muito especial: a polidez, a cordialidade, o excelente tratamento que merecem todos aqueles que precisam da Justiça.

Novos tempos se vislumbram para o Poder Judiciário de São Paulo, que não se satisfaz em contar com o maior tribunal de Justiça do mundo. Quer também caminhar rumo à obtenção do reconhecimento de ser o melhor tribunal de Justiça de todo o planeta. Isso só se fará mediante o entusiasmo de todos, na consciência de que resolver conflitos e pacificar é uma das mais nobres missões a que se pode entregar um ser humano sobre a sua efêmera passagem pela Terra.

Colaboremos com o trabalho da Escola Paulista da Magistratura, agora aberta para os pleitos, sugestões, participação ativa e toda a sorte de colaboração do prestigioso corpo de funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Seu cabelo está caindo ou ficando mais fino? A diferença muda o tratamento

‘Pronto para treinar’, diz relógio; ‘Nem pense nisso’, diz o corpo: quem você vai ouvir?

Nova Planta Genérica de Valores isenta IPTU de 18 mil imóveis e amplia receita em R$ 36 milhões

Fundo de Meio Ambiente arrecadou cerca de R$ 300 mil no primeiro semestre

Impactos do novo ensino médio serão debatidos em Audiência Pública nesta segunda-feira (31)

CATEGORIAS