Verbos da primeira conjugação. Tomara que os agentes políticos, na primeira fileira do anfiteatro decisório, ao aprovar o Plano Diretor que, a cada espaço de tempo merece ser rediscutido para construir tendências de desenvolvimento, tenham em mente que a liberação de prédios de altura avantajada em corredores comerciais e noutros pontos suscetíveis de deliberação legal significa literalmente a concentração de pessoas, famílias e trabalhadores. Isso posto, por decorrência, teoricamente num mesmo horário maioria deixará seus edifícios em busca de filhos, compras e outras ações naturais aos seres de posse diferenciada. Não se trata, por óbvio, de comunidade subordinada a planos sociais. Razão, pois, para vislumbrar dois ou três veículos por apartamento.
Com muito mais gente por m2 o trânsito ficará mais intenso, água e esgoto serão mais acionados e infraestrutura correspondente não foi prevista para acomodar crescimento vertical de Araraquara. Ainda mais que, no horizontal, existe terra a perder de vista.
Há quem defenda, só para ilustrar, que crescimento para o alto na tentativa de respirar melhor ou se extasiar com imagens celestiais são sonhos de consumo e (falso) status de pessoas carentes de uma cultura mais ampla, enfim, característica do velho caipira que se assusta com a "plantação" de prédios, também de altura avantajada, por exemplo, na cinematográfica Avenida Paulista no centro da capital bandeirante.
Ao invés de leitura, no pavilhão internacional, prefeito Marcelo poderia trazer especialistas que atendessem aos anseios das duas correntes. Depois, com maior volume de ideias, a votação dos nobres vereadores.