Só o espírito público, a solidariedade e prazer de se trabalhar para o bem-estar de sua gente podem ser pilares concretos a amparar a vontade e/ ou destino de estar prefeito. Fosse pura vaidade inquestionavelmente o custo / benefício seria desproporcional. A cada gestão fica mais difícil trabalhar gessado e sujeito à força da lei sempre restritiva e com a foice levantada para punição. Normalmente após o mandato cumprido e com custas e honorários advocatícios por conta do agente político que pode ter errado, sem má-fé ou dolo, mas se vê processado. Obviamente existe o ficha-suja, merecedor de punição exemplar; esse, não é contemplado no comentário.
Ser prefeito na verdade é conviver com escassez de dinheiro e excesso de críticas, de todos os lados. Além de um batalhão que se renova diariamente em busca de favores pessoais e emprego, de preferência em comissão e salário alto.
Prefeito, agora amarrado por um sem número de normas, é sacrifício que custa caro, um desgaste físico-metal que pode fortalecer jogo de corpo indispensável para absorver a pressão de vereadores sedentos por alguns bônus. Sem ônus, claro, a não ser votar sempre favoravelmente aos projetos do Executivo.