Uma iniciativa popular, com 12 mil assinaturas, se contentou com uma vitória parcial. O melhor teria sido o congelamento do salário em R$ 5 mil e não aceitar R$ 6.500 que circunscreve apenas um pequeno desconto daquilo que os nobres queriam (R$ 8.000). Não se pode esquecer: o subsídio não é salário de trabalhador, este sim deve ser realimentado com a inflação do período. No caso deveria ser uma "ajuda de custo" ou até defender que o representante da coletividade devesse cumprir o mandato como múnus público, isto é, uma função honrosa em nome de sua gente.
Para pensar: do jeito que avança a profissionalização nos meios políticos é salutar esperar movimentação para zerar essa tarefa representativa. Quem sabe teríamos novos nomes disputando a honra de representar a população e, com essa medida saneadora, deletar, subtrair os profissionais dessa área de vital importância democrática.
Quanto ao número de cadeiras, os vereadores disseram que não dava tempo e todos engoliram. Por que não foi iniciado movimento semelhante ao de Ribeirão Preto no apelo central: não vote neles? Quando se quer, nada segura. Nem a Lei Orgânica do Município que pode sim ser modificada. O plenário tem força para transformar o que a maioria defende. Então… vamos pensar juntos para nova investida.
Claro, no entanto, que o "Reage Araraquara" foi bem-vindo, existia demanda para o seu crescimento. Foi ótimo testemunhar a força do povo que, aliás, é o dono do poder e oferece ciclicamente algumas procurações para que lutem em seu nome. Sem pensar na grana, como antigamente.
P.S. Não deixe de ler a coluna "Bastidores" que defende o papel do candidato a vice-prefeito.