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(EDITORIAL) Poder de compra despenca

O poder de compra do brasileiro — principalmente daqueles que recebem um salário mínimo ou pouco mais — vem caindo de forma preocupante. A cada ida ao supermercado, farmácia ou hortifruti, a cena se repete: ao chegar ao caixa, parte das compras precisa ser deixada para trás. Já não há o mesmo poder de consumo de um passado recente.

Se entrarmos no âmbito dos combustíveis, a situação piora ainda mais. Devido ao cenário político global, todos os preços que já eram altos, estão se tornando praticamente inacessíveis. Um aumento – em Araraquara – de 0,30 a 0,70 centavos é altíssimo e impacta diretamente na hora de abastecer o tanque. E não pensem que o valor não impactará o álcool, pois os demais combustíveis ainda são utilizados para produção do etanol e impactam a cadeia de produção.

Entre 2023 e 2025, o governo promoveu diversas medidas que resultaram na criação ou aumento de tributos. Levantamentos apontam que foram entre 20 e 27 mudanças nesse sentido. Para muitos, isso tem pesado diretamente no bolso.

O desânimo toma conta da população, e os moradores de Araraquara não ficam de fora dessa realidade. “Semana passada fui comprar feijão e levei um susto: estava o dobro do preço. Acabei deixando no caixa”, desabafa uma cidadã.

O trabalhador, especialmente o de menor renda, enfrenta cada vez mais dificuldades para sustentar sua família. Diante disso, cresce a solidariedade entre as pessoas — quem pode ajuda quem tem menos, numa tentativa de enfrentar esse cenário desafiador.

Enquanto isso, poucos ainda têm o privilégio de fazer compras sem se preocupar com os preços. A expectativa de muitos é que futuros governos possam rever a carga tributária recente, reformular políticas, fazer incentivos e criar condições para que a população volte a respirar com mais alívio.

Foto Ilustrativa Freepik

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