O juiz indicado pelo presidente do PT não vai condenar nem um integrante do partido no chamado "Mensalão". Essa pérola e outras envolvendo nome de pessoas foram ouvidas e lidas nos últimos dias. Logicamente causa espécie, o conjunto de comentários, no mínimo, leva o jurisdicionado ao descrédito. Mas, a situação é tão estapafúrdia que motiva pensar numa indicação entre os próprios magistrados brasileiros, sem interferência de outro poder. Aliás, como olhar a liberdade de cada poder se um indica titular para o outro?
Com freios e contrapesos os poderes são interdependentes, mas, quando um é mais importante do que o outro dá choque de competência. Basta verificar que o Executivo na prática é mais valioso do que o Legislativo. Algo tem que ser feito para a retomada do equilíbrio entre os três poderes.