O prefeito indicou os integrantes de uma comissão para discutir as variáveis de uma ocupação socioambientalista na gigantesca área de terra decorrente da saída dos trilhos ferroviários. Pelo andar da composição, com um suposto carro despótico tremulando a bandeira da proibição de a imprensa realizar seu trabalho, exsurge a necessidade de se ouvir a voz do povo. Como? É bastante fácil, se o povo vai votar dia 5 de outubro basta colocar em cada local uma mesa para recepcionar o voto dos araraquarenses. Uma campanha popular, priorizando o sistema de mala-direta, vai propor a votação não obrigatória. É uma questão de ampliar as discussões e contemplar duas ou três alternativas da aludida comissão que vai continuar iluminada e dona da verdade relativa.
A verdade absoluta, límpida como o sol do meio dia, sairá do universo coletivo já que, no estado democrático, não existe maneira mais inteligente do que se subordinar à vontade da maioria.
Haverá prédios para prestação de serviço público ou arborização total, residências ou edifícios de apartamentos, trilho turístico ou via expressa, uma ou outra até o balão da expressa ou até o Selmi-Dei? Enfim, prefeito Edinho, ao povo a decisão porque a cidade é mesmo de todos e cada um tem o direito à palavra e à associação. E se vivemos numa família amplificada, por que não ouvir a fonte geradora do poder?