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(Editorial) Diagnóstico precoce

Este título, que salva até vida, foi fundamental para o ressurgimento de nossa representação política. Se os congressistas "esqueceram" a reforma política na gaveta, como chorar não vale nada, Araraquara buscou coletivamente uma alternativa: para ter titularidade de cadeira da Assembleia Legislativa e Câmara Federal adotou o "Voto Distrital". Votar em quem tinha cacife para vencer e não dividir o colégio eleitoral, independentemente de partido, foi um sucesso que agora é copiado. (matéria em seguida produzida, nesta semana, pela Folha de S.Paulo).

Combatido por alguns respeitáveis teóricos, o movimento popular restou eficiente e, a partir dos anos 90 (já vamos completar 25 anos), atingimos a ocupação da sonhada cadeira em São Paulo e Brasília. Deixamos de "emprestar" deputados para alavancar reivindicações da região de Araraquara.

O saldo demonstra que essa "limonada" não pode ser derramada, devemos salvá-la de eventuais acidentes de percurso. Como agora com a guinada de Edinho Silva que coloca dificuldade até para a candidatura do deputado estadual Roberto Massafera. Mas, esse é outro departamento do qual oportunamente nos ocuparemos.

Na reportagem da F.S.P. fica claro que Barretos e Franca pretendem fazer o mesmo que Araraquara: adotar o chamado "Voto Distrital" para conseguir ter representantes nas duas casas legislativas. Nas duas cidades importantes, a divisão de votos acabou com o sonho político da região. Araraquara, ao contrário, comemora o acerto da mudança de rumo, mas, não pode dar sopa ao azar. Caso contrário voltará à condição de pedinte com "chapéu na mão" que a história vai cobrar.

Entidades de empresários defendem o voto distrital

Grupos querem eleger deputados das regiões

De Ribeirão Preto

Entidades ligadas a empresários em cidades do interior de São Paulo vão adotar neste ano uma campanha pregando o “voto distrital”.

Em Franca e Barretos, a campanha chamada “Voto Nosso”, tem o objetivo de fazer com que eleitores deem preferência a candidatos a deputados estaduais e federais das próprias cidades.

A iniciativa é uma forma de aproximar o atual sistema eleitoral, no qual votos de todo o Estado ajudam a eleger o parlamentar, do sistema distrital, no qual os deputados se candidatam e são votados em regiões delimitadas.

“Assim podemos bater na porta da casa deles quando precisamos de alguma coisa para defender a nossa cidade”, disse o vice-presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), João Carlos Cheade.

Em Franca, a campanha será adotada pela quarta vez: em 2002 a cidade reelegeu Roberto Engler (PSDB) e elegeu um segundo deputado estadual, Gilson de Souza (DEM). Em 2006, Marco Aurélio Ubiali (PSB) e elegeu um segundo deputado federal, e ambos os estaduais se reelegeram. Em 2010, a Acif investiu R$ 50 mil na campanha – anúncios em jornais, rádio, TV e outdoors.

Em Barretos, o presidente da Associação Comercial, Roberto Arutim, disse que o exemplo de Franca e a demora do Congresso em decidir sobre o voto distrital levou a entidade a abraçar a campanha. A cidade não tem deputado hoje: “Nós queremos uma pessoa que tenha compromisso com a gente”.

Barretos copiou os slogans e a forma de divulgação da campanha de Franca. Nas duas cidades não serão explicitadas preferências partidárias: só o pedido de que o eleitor vote num nome da região.

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