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(Editorial) Culpado pelo crime é o prefeito?

"Após informação oficial (sic) divulgada pela Polícia Federal, a Prefeitura determinou uma auditoria nos locais apontados pela investigação.

A Prefeitura reitera que está colaborando com as investigações e que acatou a sugestão (sic) da justiça eleitoral de afastar três servidores do serviço público, sendo que dois deles já haviam sido exonerados, a pedido, na última semana. O afastamento do terceiro funcionário foi publicado nos atos oficiais de 7 de agosto. A Prefeitura defende uma investigação democrática (sic), com amplo direito de defesa, e com punição dos responsáveis caso seja comprovado algum erro". Essa é a voz da prefeitura que, junto com a da Câmara Municipal, gritam a partir de prisão e veiculação de nomes pela mídia. Isso, aliás, dependendo do conteúdo do contraditório, quando a defesa tem liberdade para ampla e irrestrita inserção de provas acompanhadas de testemunhos, pode originar ação penal e cível por perdas e danos morais. Uma elevada soma como ressarcimento da eventual ofensa. Até porque onde está o devido processo legal? E a sentença transitada em julgado? Os recursos, por óbvio, vão obter que resposta da pirâmide judicial? Nesse quesito, as pessoas nomeadas já foram condenadas e punição inclusive dos parentes e amigos. Mas, vamos ao caso inédito de Araraquara que passou longe de Rômulo Lupo, Benedito de Oliveira, Rubens Cruz, Clodoaldo Medina, Roberto Massafera e Edinho Silva. Enfim, nunca antes na história de Araraquara tivemos prato tão indigesto que coloca Araraquara em meio ao noticiário político-policial.

De quem é o erro?

Simplesmente de S.Exa. Marcelo Barbieri que terá notadamente este segundo mandato julgado pela história. O prefeito, eleito pela somatória da região de Araraquara, depois das trevas da representação, ficou muitos anos se apropriando de bônus e ônus de Brasília. Com acervo oriundo do grande centro adotou a verba pessoal de vereador (destinada a entidades assistenciais e ou sociais) e a tal de governabilidade no Legislativo cooptando cerca de 15 vereadores. Só três ficaram fora dos tentáculos do Executivo.

Por que os vereadores aceitaram integrar a base política do prefeito? Certamente para receber benefícios, com destaque o poder oriundo de dirigir ou influenciar secretarias. Algumas recebidas de "porteira fechada". Uma fraude, em tese, que deveria merecer cuidados do advogado do povo, o Ministério Público. No caso específico, ainda em tese, o papel circunscrito pela Constituição Federal, destinado ao vereador como fiscal do povo, foi desprezado, ignorado… até as próximas eleições quando os agentes vão tentar a renovação do mandato popular.

Se o ilustre sr. Marcelo Barbieri não tivesse loteado a administração, emprestada pelo povo araraquarense por tempo determinado, nada dessa excrescência estaria perturbando, enlutando e enojando nossa gente. (jornalista Geraldo Polezze)

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