Segundo o Instituto de Pesquisa AtlasIntel, 84,8% da geração Z (pessoas nascidas entre 1995 e 2012) afirmam não gostar do Carnaval. Entre os principais motivos apontados estão a falta de identificação cultural com a festa e a preferência por utilizar o feriado para descanso.
No entanto, não é apenas a geração Z que passou a enxergar o Carnaval de forma diferente. Gerações anteriores também demonstravam um novo olhar sobre a celebração.
Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, o Carnaval era sinônimo de diversão para todas as idades, com famílias inteiras participando das festividades. Crianças eram levadas a matinês e clubes para brincar ao som das tradicionais marchinhas, em um ambiente de confraternização e convivência familiar. Hoje, esse tipo de participação tornou-se mais rara, e a festa assumiu características bastante diferentes das observadas no passado.
Falando em família, percebe-se, aos poucos, um afastamento de interações que envolvam todo o núcleo familiar em uma mesma atividade. O que se observa com maior frequência é a divisão em grupos menores, que se reúnem de forma pontual, conforme interesses específicos. É claro que há aqueles que, por razões pessoais, se distanciam de suas famílias, e isso deve ser respeitado.
Se o Carnaval estaria se tornando um evento que já não atrai tanto as novas gerações, talvez seja apenas um sinal de que nossa cultura atravessa mais uma fase de transformação — algo que sempre ocorreu ao longo da história.
Não sabemos ao certo o que o futuro reserva para essa tradição. O que é possível afirmar é que estamos, novamente, diante de um processo de mudança em um dos eventos culturais mais emblemáticos do país: o Carnaval.
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