Fui executado. E agora?
Luigi Conceição Volpatti Polezze – Advogado – OAB nº 516.592
Entenda o que fazer se você foi acionado judicialmente para pagar uma dívida.
Se você recebeu uma notificação de ação de execução, é normal que surjam dúvidas e preocupações. Essa é uma situação que atinge milhares de brasileiros, muitas vezes causada por dívidas de empréstimos, financiamentos ou qualquer outro compromisso financeiro que, por alguma razão, se tornou impossível de pagar.
A execução é um procedimento legal que obriga o devedor a quitar a dívida, e se isso não acontecer, o juiz poderá determinar penhoras de bens ou bloqueios de valores em contas bancárias.
Mas calma, nem tudo está perdido. Mesmo que a condenação já tenha ocorrido, ainda há medidas que podem ser tomadas para evitar consequências mais graves.
- Busque um acordo com o credor
Você pode — e deve — tentar negociar com a parte contrária, seja por meio do seu advogado ou em uma audiência de conciliação. Acordos demonstram boa-fé e evitam medidas mais duras, como bloqueio de contas ou penhora de bens.
Muitas vezes, é possível parcelar o débito; obter desconto em juros e multas; e até ajustar a forma de pagamento conforme sua realidade financeira. - Reavalie suas opções financeiras
Em casos mais complicados, pode valer a pena considerar refinanciar algum bem – como um bem imóvel, usando o recurso para quitar a dívida executada, evitando que os juros continuem crescendo.
Embora isso gere uma “nova dívida”, ela pode ser mais controlada — com juros menores e condições mais favoráveis que a execução judicial.
- Conte sempre com orientação jurídica
É comum as pessoas ouvirem conselhos de conhecidos, mas cada caso é único. Por isso, o acompanhamento de um advogado é fundamental. Ele poderá avaliar suas opções, verificar a existência de bens impenhoráveis e até mesmo tentar suspender a execução.