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Carnaval 2026 reafirma Araraquara como território de alegria, cultura e convivência

Programação reuniu aproximadamente 39 mil pessoas nas ruas, praças e na Avenida Bento de Abreu, consolidando um modelo de carnaval gratuito, familiar e seguro

Quatro dias intensos de festa, cultura popular e ocupação dos espaços públicos marcaram o “Carnaval 2026 – Tradição da Alegria”, realizado pela Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundart e com o apoio das demais secretarias.

A programação, de 14 e 17 de fevereiro, reuniu aproximadamente 39 mil pessoas de pessoas nas ruas, praças e na Avenida Bento de Abreu, consolidando um modelo de carnaval gratuito, familiar e seguro. Do sábado à terça-feira, blocos tradicionais e novos coletivos mostraram a força criativa da cidade. O público compareceu em peso, com foliões de todas as idades, famílias inteiras, grupos de amigos e visitantes da região, confirmando que o carnaval de Araraquara se firma como referência no interior paulista.

O impacto também foi econômico. Ambulantes, trabalhadores da economia criativa, técnicos de som, produtores, músicos e comerciantes registraram forte movimentação. Barracas de alimentação e bebidas tiveram vendas expressivas, enquanto o comércio do entorno foi beneficiado pelo fluxo contínuo de público. O carnaval demonstrou, na prática, sua capacidade de gerar renda e fortalecer cadeias produtivas locais.

O sucesso do “Carnaval 2026 – Tradição da Alegria” também se deve ao empenho da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundart, que coordenaram editais, infraestrutura, logística e articulação com outras áreas da Prefeitura. A integração com equipes de segurança, saúde, trânsito e limpeza garantiu organização, atendimento e rápida manutenção dos espaços após os eventos. Ao longo de toda a programação, não houve registro de incidentes, resultado do planejamento integrado entre Cultura, Segurança, Trânsito, Saúde e demais áreas envolvidas.

A secretária municipal de Cultura, Euzânia Andrade, aponta que o Carnaval 2026 foi construído com muito planejamento, diálogo e responsabilidade de várias secretarias do município. “Entendemos que não se trata apenas de festa, mas de organização, geração de renda, valorização dos artistas locais e ocupação democrática dos espaços públicos. Cada bloco, cada show e cada ação envolveu uma equipe comprometida, que trabalhou com seriedade para garantir segurança, estrutura e respeito às normas legais. Sabemos dos desafios que um evento dessa dimensão apresenta e, juntos, enfrentamos todas as dificuldades com seriedade dos organizadores e a transparência e compromisso com a cidade.”

Para Euzânia, o Carnaval é cultura, é encontro, é economia criativa, é pertencimento. “Tudo isso só acontece porque há trabalho sério por trás. Seguimos firmes, com responsabilidade e dedicação, para que a cidade celebre com alegria, mas também com organização e respeito.”

Programação animada Abrindo a programação dos blocos, no sábado, o “Ai! Que Preguiça!”, organizado pelo Coletivo Tocaya, levou irreverência e referências literárias à Rua Carlos Gomes, atrás da Pista de Atletismo. Inspirado em Macunaíma, de Mário de Andrade, obra escrita em Araraquara, o bloco celebrou o centenário do livro com fantasias, intervenções artísticas e mistura de ritmos.

O público respondeu com entusiasmo à proposta que une memória e festa. Jovens, artistas e famílias ocuparam a via com criatividade e espírito lúdico, reafirmando a cidade como território simbólico da literatura brasileira. O clima foi de brincadeira, colagem cultural e pertencimento.

No domingo, o “Cordão da Luz Divina” tomou as ruas centrais com seu tradicional cortejo que este ano partiu da Praça da Independência e seguiu até o Parque Infantil. Celebrando dez anos de trajetória, o bloco mostrou mais uma vez sua vocação comunitária, inclusiva e intergeracional.

Marchinhas, sambas e clássicos do carnaval embalaram foliões fantasiados, crianças, idosos e grupos diversos. O Cordão reafirmou pautas de respeito, combate ao racismo e valorização da comunidade LGBTQIAP+, provando que é possível aliar música, alegria e consciência cidadã.

A segunda-feira foi marcada pela grandiosidade do “3 é Amor”, na Praça Scalamandré Sobrinho. Considerado o maior bloco do carnaval de rua de Araraquara, o 3 é Amor reuniu dezenas de milhares de foliões ao longo da tarde e da noite, em uma celebração que uniu diversidade, convivência e ocupação cultural do espaço público.

Neste ano o bloco somou forças com a festa Black Sauce, ampliando a programação musical com apresentações de Ceci Tunes, Xandão, Maziss, Sol, Nago, Seduty e Lelee. A praça se transformou em um grande encontro popular, com estrutura organizada, palco, equipes de apoio e serviços.

Na terça-feira, o bloco “Maraca Eu, Maracatu” também celebrou dez anos da presença do Maracatu de Baque Virado no carnaval araraquarense. O desfile na Avenida Bento de Abreu levou ritmo, ancestralidade e força percussiva ao público, reafirmando a cultura de matriz afro-brasileira como parte viva da identidade local.

O grupo, que ao longo de janeiro e fevereiro realizou ensaios abertos e gratuitos, mostrou que o carnaval também é processo formativo e construção comunitária. O público acompanhou o cortejo com entusiasmo, ampliando o contato com saberes e tradições do Brasil.

Ainda na terça-feira, o tradicional “Carnaval na Bento” reuniu grande público das 17h às 21h30. Três bandas selecionadas por edital e um bloco animaram a avenida em clima de confraternização.

O Sambalaxo abriu a programação com repertório que transitou entre pagode romântico e samba raiz. Em seguida, o Nosso Pagode celebrou sua trajetória iniciada em 1999, mostrando maturidade musical e forte conexão com o público. O bloco “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, da Secretaria Municipal de Esportes, trouxe mensagem leve sobre saúde e valorização da beleza interior. Encerrando a noite, o grupo Flor de Abóbora levantou a multidão com axé, frevo, samba e sucessos atuais.

A Avenida Bento de Abreu se transformou em um grande espaço de convivência, com famílias espalhadas ao longo do percurso, crianças brincando, idosos acompanhando os shows e jovens celebrando juntos.

Ao final dos quatro dias, evidenciou-se que o Carnaval de Araraquara vai além da festa, sendo o resultado desta política pública cultural, comemorado com: geração de renda, afirmação de identidade e, sobretudo, encontro. A cidade mostrou que tradição e alegria caminham juntas, com participação popular e diversidade.

(Secretaria de Comunicação – Prefeitura de Araraquara)

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