Luigi Polezze
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Araraquara abriu, nesta segunda-feira (24), um processo de investigação contra o vereador Emanoel Sponton (Progressistas) após denúncias de ex-assessores e áudios divulgados pela imprensa local. As acusações indicam que servidores do gabinete eram obrigados a devolver parte de seus salários, prática conhecida como “rachadinha”.
A apuração preliminar terá duração de até 30 dias e inclui a convocação de testemunhas para depoimentos na sede do Legislativo, incluindo o próprio vereador. Ao final do período, o Conselho decidirá entre arquivar o caso ou formalizar uma denúncia.
Gravações indicam transferências por PIX
As denúncias ganharam repercussão após a divulgação de gravações no programa Jornal da EP, apresentado por José Carlos Magdalena. Nos áudios, ex-assessores afirmam que eram instruídos a devolver parte de seus salários para cobrir investimentos de campanha do vereador. Segundo o jornalista Luis Antonio, uma das denunciantes revelou que os valores eram transferidos para um familiar de Sponton, enquanto os servidores teriam liberdade para exercer outras atividades profissionais.
Vereador nega acusações
Em nota, Emanoel Sponton repudiou as acusações e afirmou que não há qualquer investigação judicial contra ele. O vereador classificou as denúncias como um “movimento de revanchismo” para atacar sua honra e destacou sua disposição para colaborar com as autoridades competentes, reafirmando seu compromisso com a transparência e a ética.
O caso segue em investigação e pode ter desdobramentos nos próximos dias.
Foto: Câmara Municipal de Araraquara