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As abelhas da democracia

Dá gosto testemunhar o trabalho dos vereadores, os maiores cabos eleitorais do prefeito e da democracia. O agente político que conversa, busca convencer seu eleitorado a fim de ter um número bom de votos e torcer para que seu partido obtenha direito a algumas cadeiras.

Vai acontecer, dentro desse processo, que um determinado candidato consiga excelente resultado nas urnas, mas, ficará sem cadeira na Câmara Municipal porque sua sigla partidária não foi agraciada pelo coeficiente eleitoral, isto é, o número de votantes dividido pelo número de cadeiras.

São detalhes democráticos, mas, desde logo queremos colocar o tema da educação de crianças e adolescentes como prioridade de uma administração pública, a fim de que receba a atenção dos eleitos. Claro que existem outros…

Na última edição batemos na tecla das Escolinhas de Esportes mantidas com sucesso pelo prefeito Edinho Silva e sublinhamos que investir nesse segmento é a maneira correta de não se gastar com a reeducação (recuperação do indivíduo).

Nesta semana, reafirmando nosso ponto de vista, o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira que, inclusive, foi presidente da OAB-SP e secretário de Justiça do Governo Quércia, de indiscutível saber jurídico e dotado de experiência sobre política criminal e penitenciária, assevera pela Folha de São Paulo: “a sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando. Estivessem quietos, continuariam esquecidos”.

Felizmente, em Araraquara a realidade mostra uma face diferente. Mas, no geral, o Dr. Mariz (atual presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária) tem razão, especialmente quando diz que “se assiste ao retumbante coral repressivo, que entoa a surrada, falsa e enganosa solução da cadeia para os menores que já cometeram infrações e, para os demais, esperar que as cometam para fazer companhia aos outros”.

Os menores, efetivamente, não podem amargar suas carências, esquecidos e excluídos. Por isso, vale destacar o entusiasmo do Ministro dos Esportes quando de recente visita a Araraquara, levando a nossa experiência para todo o Brasil, conforme notícia à página 15.

Está justo e perfeito, Dr. Mariz: a questão criminal no país é tratada de forma leviana, demagógica e irresponsável. Colocam-se nas penitenciárias os maiores de 16 anos e ponto final. Como se tudo estivesse resolvido.

Os menores, como se faz em Araraquara, precisam de atenção, afeto, de canalização motivadora de sua espetacular energia. Essa, a única maneira de garantir-lhes uma auto-estima capaz de torná-los cidadãos e, portanto, longe do crime.

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