Colaborador: Bruno Sanches Bosso Munhoz
O GRANDE HOTEL BUDAPESTE
Quando visito novas cidades e me deparo com grandes construções, prédios enormes, com um estilo de arquitetura único, passa pela minha cabeça quantas pessoas passaram por ali, quantas histórias já aconteceram naquele lugar e quantas vidas mudaram por aquele lugar. Lançado em 2014 pelo diretor Wes Anderson, indicado para maiores de 14 anos e disponível na prime vídeo, o filme “O Grande Hotel Budapeste” conta algumas histórias desse grandioso hotel, do seu atual dono e de um dos maiores gerentes de toda a sua história.
O Autor (Jude Law) está hospedado em um antigo hotel nas montanhas da República de Zubrowka e fica curioso por um estranho homem solitário sentado em um sofá, até que o monsieur o responde que aquele homem é o dono do hotel, Zero Moustafa ( F. Murray Abraham). No dia seguinte, na sauna, Zero convida o Autor para um jantar mais tarde para contar sua história e a história de como se tornou o dono daquele grande hotel. Décadas antes, Zero (Tony Revolori) um jovem refugiado começa a trabalhar como “lobby boy” com o grande concierge Monsieur Gustave H. (Ralph Fiennes), que o ensina tudo sobre como atender os hóspedes, seus gostos, como se tornar invisível e visível ao mesmo tempo, estando em todos os lugares e sabendo tudo o que acontece no hotel.
Até que um dia Monsieur Gustave recebe uma ligação de que uma de suas amadas hóspedes e grande amiga acaba de falecer, então decide ir ao funeral junto de seu protegido, Zero. Chegando ao local, prestam suas homenagens a Madame D. e percebem que já está rolando a leitura de seu testamento, motivo principal da maioria dos presentes estar ali, menos do verdadeiro agraciado com os itens de valor da Madame.
Wes Anderson dirige esse filme com um elenco recheado de grandes nomes de Hollywood que fazem pequenas a grandes participações, deixando o filme mais engraçado e único aos olhos de quem consegue enxergar arte em seu estilo de filme, o que para outros seria apenas mais um filme estranho. Ralph e Tony comandam todo o filme com maestria, com cenas que nos emocionam e nos alegram. A arte de fotografia é maravilhosa, típica de Wes Anderson, com cenas paradas ricas em detalhes com o foco central nos personagens.
Por fim, indico “O Grande Hotel Budapeste” a todos que gostam de filmes diferentes, engraçados e com histórias ricas em detalhes e personagens únicos. Para mim, esse é um ótimo filme. Nota 9/10. Obrigado.
Foto: Internet
