Administração meio devagar na CTA

O presidente Rubens Miranda afiançou que vai reformar a linha Rodoviária-Centro para perpetuar os ônibus elétricos que fazem parte da história de Araraquara. Indagamos de imediato: por que não a linha Vila Xavier-Carmo que foi a primeira a ser instituída pelo pai da empresa, o saudoso Romulo Lupo? O presidente olhou, pensou e disse que seria mais difícil. Efetivamente, grandes obras, feitos de qualidade apresentam um grau maior de dificuldade e o presidente tem razão. Mas, por que não ousar? Por que se contentar com atos lineares, simples e fáceis? Poderia ser um diferencial de seu mandato que vai durar enquanto Edinho Silva estiver no governo. Depois, será simplesmente trocado, como o Dr. Coca (que sumiu das rodas decisórias), Chediek ou Marco Soares. Está aí uma questão para ser refletida pelos bem-remunerados diretores da CTA. Uma empresa que, até hoje, motiva a discussão se é particular, pública ou de economia mista. Ora, trata-se de empresa particular sim, com a Prefeitura Municipal detendo a maioria das ações conhecidas e, portanto, detentora do poder acionário. Essa a motivação moral para generosas verbas (dinheiro público) canalizadas ao longo das administrações. Hoje, o prefeito troca o presidente na hora que desejar. Tem procuração, inclusive, assinada por algumas entidades, especialmente o Asilo de Mendicidade que recebeu muitas ações, por doação. Pessoas físicas também destinaram um enorme volume de ações para a esfera municipal (família Lupo, por exemplo). Simplificando: a Companhia Troleibus Araraquara é empresa particular, com administração político-partidária, que o pai Romulo Lupo queria evitar. Aliás, por muitos anos conseguiu. Os atos políticos não fizeram parte da administração. E, por anos a fio, a presença de equipe formada por Paulo Elias Antonio, Antonio Moda Francisco, João Marquezi, Ítalo e outros profissionais de categoria internacional. Para Romulo Lupo, os políticos poderiam estragar a companhia. Vale dizer, os serviços poderiam ser prejudicados por interferência dos comandantes de plantão. O então presidente da CTA, Miguel Tedde Netto deu uma guinada, chegando aos bairros distantes com a ajuda do diesel. Mas, depois, brigas e mais brigas que ajudaram pouco. Portanto, esforço para resgatar a história da CTA seria bem-vindo, com ousadia do presidente Miranda que teria a chance de mostrar que não foi escolhido só porque é amigo do prefeito.

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