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A Cultura em Diálogo

"Natal, uma realidade presente e sempre atual: um sonho de Paz, de solidariedade, de perdão. Para todos nós a chance de recomeçar".

Esse era e continua sendo o sonho daquele menino.

Esta semana eu tive dois prazeres muito grandes. O primeiro deles: estar no lançamento do livro – Cozinha sem Stress – do meu amigo "Chef" Allan. Foi uma noite magnífica, onde não faltou um delicioso jantar, na companhia de pessoas muito agradáveis. Havia mais de duzentos convidados. Destaco a presença de dois araraquarenses distintos, Silvio Nigro e Joel Salgueiro. Foi bom perceber o quanto é querido este magnífico profissional da cozinha, Allan Villa Espejo.

No dia seguinte, estive no MIS, Museu da Imagem e do Som, apreciando outro lançamento. E este veio bem a calhar, pois este ano o Natal de nossa cidade presta uma homenagem aos 100 anos de João Cândido Portinari. Desta forma, tive o prazer de conhecer, com muitos detalhes, a trajetória de vida desse artista plástico e poeta. Na ocasião, além do autor Eric Ponty, tive mais uma vez o prazer de encontrar-me com minha querida Profª. Drª Nelise Ap. Melro Salzedas, da UNESP de Bauru. Brilhantemente, fez-nos discernir sobre o dito e o visto, na obra de Portinari.

"Menino Retirante vai ao circo de Brodowski" é a obra de Ponty, que foi detalhada por uma brilhante palestra da Profª. Drª. Laurita Fernandes Fassoni.

Ao final, depois de todas as informações históricas sobre a vida de Portinari, observamos um instante intimo do artista. Sua sobrinha, também artista plástica, Marysia Portinari, brindou-nos com momentos vividos ao lado de seu tio, no Rio de Janeiro. Falou de seus amigos, do seu gênio forte (principalmente de manhã), de seu coração grande, do infinito amor que sentia por Maria Vitória Martinelli, sua esposa, de quem separou-se depois de muitos anos de casado. O detalhe é que mesmo depois de separados, Maria Vitória ia todos os dias a sua casa, para cuidar (vamos dizer…) da contabilidade do ex-marido. Era um homem que raras vezes saía de casa, mesmo assim andava o dia todo com impecáveis ternos de linho branco ou cor de palha. Tinha mania de usar sapatos coloridos, às vezes verdes, outras, cinzas, vermelhos… Detalhe: sempre sapatos de couro alemão, elaborados à mão. Às tardes, sempre recebia a visita de amigos, Manuel Bandeira, Thiago de Melo, Agildo Barata, Vinícius de Moraes e outros. Recebia também a visita constante de uma amiga, com quem ficava horas e horas. A história sendo contada por quem a vivenciou é sempre muito mais interessante.

Espantalho (poema de Eric Ponty)

Não sentes medo de ficar só no campo,

olhando as estrelas sozinhas no céu?

Não sentes medo de ficar só no campo?

Acho ontem mesmo me disseram haver

fantasmas andando pelas estradas.

Não sentes cansaço de ficar só no campo?

Podem as trelas da noite desabar;

podem os peixes dos rios irar o mar,

podem nuvens assustadas chorar

lágrimas mais amargas do estio?

Não sentes tédio de ficar só no campo?

parado olhando a face branca da lua,

que não diz nada, nem mesmo canta,

quando apascenta com o raio à noite?

Todas as pessoas de nossa cidade deveriam conhecer um pouco mais da história do "patrono" de nossas festas natalinas: Cândido Portinari.

Neste último dia 17, em Araraquara, foi o lançamento do livro "Outono por um fio", de Marísia Edméia de Carvalho Barros, na livraria Nobel, Shopping Lupo.

Evento concorrido, que veio coroar de êxito o seu trabalho, misto de sensibilidade e lirismo.

Parabéns Marísia, seja esse apenas o início de outros tantos sucessos.

A ESTÓRIA DA LAGARTA (Confie na vida).

"Era uma vez uma lagartinha chamada Laguinha.

Laguinha era uma lagarta muito ativa e feliz, vivia saltitante por entre as folhas, devorando-as, feliz da vida.

Após a chuva, divertia-se banhando-se nas límpidas poças formadas pela água, que acabara de cair do céu.

Depois do banho, ela espreguiçava seus pelos brilhantes, que reluziam ao bater dos raios de sol.

Ela era feliz, não entendia bem o objetivo de sua existência, mas gostava de ser quem era.

Até que um dia, ela viu caído no chão um objeto brilhante que chamou a sua atenção. Laguinha correu até o objeto e olhou para ele. Deu um grito de horror e saiu correndo apavorada.

O que ela viu foi a sua imagem, refletida num pequeno pedaço de espelho perdido no chão.

Desse dia em diante, Laguinha começou a ficar cada vez mais triste, ela não se conformava de ser tão feia.

Borbelia, uma linda borboleta, que estava por ali passeando, viu o desespero de Laguinha e foi conversar com ela:

– Laguinha, não fique assim. Tudo está absolutamente certo neste mundo.

– Você diz isto porque é linda. Se fosse tão feia quanto eu, não estaria tão feliz.

– Calma Laguinha, tudo está certo. Confie na vida!

Mesmo com os conselhos de Borbelia, Laguinha entrou numa profunda depressão, não brincava mais e não comia. Até que um dia morreu. O que ela não sabia, é que em breve, ela iria se transformar na borboleta mais bela que todo o bosque já viu!

Pense bem se você não anda valorizando demais coisas sem importância e tente entender o verdadeiro sentido da sua vida". (Colaboração Mauro Massad)

"Jesus retorna criança para nos dizer que DEUS não está longe.

Os anjos ainda cantam: Paz aos homens que ele ama.

Rogamos a tua onipotência inerme que dobre e apague a arrogância da violência; que arranque dos corações o ódio e injete neles o amor. Que nação alguma no mundo se lembre mais do que é a guerra". (Chiara Lubich)

Desejo a todos os meus amáveis leitores um Feliz Natal.

Até a próxima semana celp@terra.com.br

Profª Teresinha Bellote Chaman

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