Lugi Polezze
Veio à tona nesta semana, em Araraquara, a denúncia de que a Prefeitura não vinha realizando, desde janeiro, os repasses financeiros à Santa Casa. A situação teria colocado em risco a continuidade de serviços, com possibilidade de desligamento de funcionários e redução no número de leitos disponíveis à população.
O que aconteceu
Diante da repercussão, houve articulação entre a Câmara Municipal e o Executivo, que resultou no repasse emergencial de R$ 2 milhões ao hospital. A medida teve como objetivo imediato evitar demissões e a diminuição da capacidade de atendimento.
Preocupação persiste
Apesar do alívio momentâneo, a principal dúvida permanece: o montante é suficiente para estabilizar a situação financeira da Santa Casa?
Depende do volume da dívida acumulada e dos custos operacionais mensais, o valor pode ser apenas paliativo. A Santa Casa contará com uma reunião hoje às 16h cujo um dos itens da pauta será o endividamento da Prefeitura.
Por mais que tenha havido o repasse, não significa que permanecerá com o fluxo de caixa que possa dar estabilidade para a saúde da instituição. É de suma importância que seja averiguada a razão por detrás dos atrasos nos pagamentos para o setor da saúde.
Sabemos que a Prefeitura – na situação de hoje – escolhe quais contas irá quitar, entretanto, a saúde nunca poderia ter sido uma das que foi “deixada para depois”.