N/A

Seu filho não cresce? Esperar o estirão  do crescimento pode ser o maior erro

Muitas famílias brasileiras ainda nutrem a esperança de que o crescimento dos filhos se resolverá naturalmente durante a adolescência, mas esse comportamento pode esconder riscos à saúde. O Dr. Miguel Liberato, especialista em crescimento e desenvolvimento infantil no estado de São Paulo, faz um alerta importante: muitas mães se apegam ao mito de que existem dois estirões, mas isso é um equívoco. O estirão é um evento único, que ocorre na puberdade, e ele pode não ser suficiente para recuperar um crescimento que já não vinha bem ou que apresentava problemas prévios. Segundo o médico, o estirão não funciona como um bônus de recuperação para atrasos acumulados na infância; na verdade, o ganho de altura nessa fase costuma ser proporcional à estatura que a criança já apresentava antes de entrar na puberdade. Por isso, quanto mais tarde o problema for identificado, menores são as janelas de oportunidade para uma intervenção eficaz.

O acompanhamento do desenvolvimento deve ser rigoroso e contínuo, começando ainda na fase intrauterina e seguindo com medições periódicas após o nascimento. Como detalhado em seus canais de orientação aos pais no portal www.doutormiguelliberato.com.br, o ritmo de crescimento varia drasticamente em cada etapa da vida: enquanto no primeiro ano o bebê ganha cerca de 25 centímetros, na fase que antecede a puberdade (dos 3 anos em diante), a média cai para 5 a 7 centímetros anuais. Quando uma criança cresce apenas 4 centímetros em um ano, o sinal de alerta deve ser aceso imediatamente. Sinais práticos do cotidiano, como a baixa frequência na troca do tamanho das roupas e calçados ou o fato de a criança ser visivelmente menor que os colegas da mesma idade, não devem ser ignorados ou atribuídos apenas à genética familiar.

É fundamental compreender que a baixa estatura nem sempre é uma questão isolada, podendo ser o primeiro sintoma de condições clínicas ainda não diagnosticadas, como o hipotireoidismo, a doença celíaca ou deficiências nutricionais crônicas. O uso do hormônio do crescimento (GH), embora seja uma alternativa terapêutica consolidada há mais de 35 anos e aprovada por órgãos como a Anvisa, possui indicações específicas e critérios médicos rigorosos. O Dr. Miguel ressalta que o tratamento deve ser sempre individualizado e que a modernização das terapias, como o surgimento de aplicações semanais em substituição às diárias, tem facilitado a adesão e o sucesso clínico. O acompanhamento regular com o pediatra e o uso de curvas de crescimento são as melhores ferramentas para garantir que cada criança atinja seu potencial máximo de desenvolvimento com saúde.

Dr. Miguel Liberato

(Raphael Nascimento)

Foto Ilustrativa Freepik

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Centro de Psicologia da Uniara continua com os atendimentos gratuitos de seu plantão psicológico

Seu filho não cresce? Esperar o estirão  do crescimento pode ser o maior erro

Seja por causas físicas ou emocionais: entenda quando a coceira vira um sinal de alerta

Região Central tem 171 aprovados no Provão Paulista em nova chance de ingresso nas faculdades públicas do Estado

Disfagia: quando engolir se torna um desafio e exige atenção médica

CATEGORIAS