
Para gerir uma cidade, é necessário o equilíbrio entre três poderes: o Legislativo, o Judiciário e o Executivo. Existe, ao mesmo tempo, autonomia e um sistema de controle entre eles, que, em regra, deveriam buscar o melhor caminho para o município.
Em Araraquara, no entanto, a situação se torna a cada dia mais nebulosa. O número de “crises” políticas envolvendo os três poderes cresce de forma preocupante. Embora seja natural haver fiscalização mútua, é raro observar o Legislativo duvidar de seu próprio corpo jurídico, como ocorreu nesta semana. Da mesma forma, chama atenção a influência do Executivo sobre o Legislativo, especialmente em projetos que são votados e posteriormente alterados após mudanças súbitas na posição de vereadores da base.
O cerne da questão parece cada vez menos ligado a divergências político legítimas e mais próximo de um cenário de desgaste institucional. Há um estresse constante sendo imposto à máquina pública, que passa a demonstrar dificuldades em gerir a cidade enquanto os três poderes entram em conflito.
A falta de comunicação surge como um dos principais fatores que contribuem para esse cenário, e isso se estende a todos os lados. Para que Araraquara siga em frente, é fundamental que a estrutura pública funcione de maneira minimamente harmônica. No entanto, o que se observa é um processo de fragmentação, no qual os próprios mecanismos institucionais parecem se desregular.
Em nome de Araraquara, é necessário que haja diálogo entre os agentes que compõem esses poderes. Por mais independentes que sejam, um nível de cooperação é indispensável para o avanço da cidade. Sem uma base mínima de entendimento, o futuro do município tende a se tornar tão incerto que o título de “Morada do Sol, a Cidade mais limpa das Três Américas” correm o risco de se transformar apenas em uma lembrança muito distante.
Senhores administradores, vamos unir forças para Araraquara voltar a ser merecedora dos títulos recebidos no passado.