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Greve na USP: O que você tem com isso?

Você não é estudante, professor ou funcionário da USP, por isso não está perdendo aulas nem está tendo seu salário congelado. Mesmo assim você está ou será afetado pela greve, direta ou indiretamente.

A paralisação prejudica a formação e o aperfeiçoamento de alunos, que um dia estarão atuando como profissionais em hospitais, escolas, órgãos públicos e empresas, atendendo a você ou tomando decisões que afetem sua vida.

As pesquisas promovidas pelas universidades também são afetadas pela greve.

Cerca de 50% da produção científica do país é fruto do trabalho das três universidades públicas paulistas. Só a USP, que em 2003 formou mais doutores que a Argentina e o México juntos, responde por 1/4 da ciência brasileira. A atual situação pode prejudicar o desenvolvimento de novos produtos e serviços, dificultando a criação de novos postos de trabalho ou colocando em risco empregos existentes, inclusive o seu.

Mas há uma outra atuação muito importante e intensa das universidades públicas que é pouco divulgada: a extensão universitária. No caso específico do Edifício da Antiga Reitoria/USP, os órgãos ali instalados (IEA, EDUSP, SIBi-DT e CECAE) dedicam-se sobretudo a ações típicas de extensão e cooperação universitária.

Estes órgãos promovem a interação da universidade com a sociedade por meio de inúmeras iniciativas, tais como: cursos, palestras e programas educacionais; projetos ambientais; projetos sociais (com crianças, jovens, portadores de deficiência, comunidades carentes, …); assessorias a pequenas empresas; produção de livros e outras publicações; feiras e exposições; prestação de informações sobre a produção científica da universidade; intercâmbio com outras instituições; debates sobre políticas públicas; eventos culturais e científicos, entre outras contribuições.

Dezenas de milhares de pessoas, direta ou indiretamente, são atingidas pela paralisação destes órgãos. Apesar do prejuízo ser real e enorme é impossível quantificá-lo, pois não se restringe a aspectos financeiros (livros que não são editados ou vendidos, negociações interrompidas com fornecedores e financiadores, …), empresariais (pequenas empresas que não conseguem orientação) ou de atendimento direto a pessoas e comunidades específicas. Mas com certeza dois dos maiores prejuízos são: o atraso na produção de conhecimentos e a interrupção temporária de diálogos USP – sociedade.

Diante de tudo isso, é fundamental que todos os cidadãos compreendam quanto são prejudicados por essa greve, que poderia ter sido evitada com o atendimento das justas reivindicações da comunidade das universidades públicas paulistas.

É preciso entender as verbas aplicadas nas universidades como um

investimento social significativo para o presente e para as futuras gerações.

A defesa desse investimento é necessidade dos integrantes das universidades e, principalmente, direito e dever de toda a sociedade.

Como vê, a greve na USP tem muito a ver com você.

Assinam este documento solidariamente os funcionários dos seguintes órgãos da USP: CECAE, EDUSP, IEA e SIBi .

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