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Páscoa sem culpa: nutricionista alerta para os perigos da “vilanização” de alimentos e do modismo proteico

Crescimento do estilo wellness e de tendências alimentares voltadas ao alto consumo de proteína proposto nas mídias digitais afeta relação com a comida e pode gerar distúrbios

Com a chegada da Páscoa, o aumento no consumo de chocolates frequentemente desperta um debate sobre saúde e dieta. No entanto, especialistas alertam que o verdadeiro perigo não reside no consumo ocasional do doce, mas sim na relação conflituosa com a comida, muitas vezes alimentada por “gurus” da internet e pela obsessão por produtos wellness. 

Segundo o Global Wellness Institute (GWI), o mercado de wellness, que abrange práticas voltadas ao cuidado físico e mental, está em plena expansão. No Brasil, atingiu aproximadamente 96 bilhões de dólares, com destaque para os segmentos de cuidados pessoais e alimentação saudável, juntos somam 69,6 bilhões.   

Para a nutricionista do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto Adriana Maróchio (CRN: 15.230), a chave para uma vida saudável é o equilíbrio, e não a restrição severa em datas comemorativas. Segundo a especialista, o chocolate não deve ser tratado como um inimigo. 

“Nenhum alimento é vilão se consumido moderadamente. Curtir momentos felizes em família e apreciar o que se gosta, sem medo, é essencial para melhorar a relação com a comida. Se você tem bons hábitos diários, pratica exercícios e prioriza ‘comida de verdade’, pode se permitir itens mais calóricos de vez em quando sem prejudicar a saúde”, explica. 

Uma tendência crescente no mercado é a substituição dos ovos tradicionais por versões “fit” ou proteicas. Embora o marketing sugira que são opções invariavelmente mais saudáveis, a nutricionista esclarece que, para a maioria da população, essa troca é desnecessária. Uma dieta balanceada que inclua carnes, ovos, feijões e laticínios já supre as necessidades proteicas de quem pratica atividades físicas leves ou moderadas. 

“Não vejo vantagem em substituir o ovo de Páscoa tradicional pelo proteico apenas por modismo. Essa obsessão muitas vezes vem de influenciadores que representam a indústria de suplementos. Para quem não treina em níveis de alta performance, a suplementação deve ser determinada por avaliação profissional, e não por impulso de consumo em datas festivas”, afirma a nutricionista. 

A ciência da nutrição reforça que o comportamento alimentar sustentável é mais importante do que um dia de celebração. Estudos indicam que restrições cognitivas severas, o ato de se proibir de comer, podem levar a episódios de compulsão alimentar, anorexia ou bulimia.  

A orientação para o pós-Páscoa é simples: voltar à rotina. O que prejudica o organismo são os excessos frequentes e hábitos pouco saudáveis mantidos ao longo do ano, e não uma comemoração específica. 

“Equilíbrio é a palavra de ordem. Precisamos diferenciar a exceção do excesso. Dietas restritivas são prejudiciais ao corpo e à mente. Se houver excessos no domingo de Páscoa, a recomendação é retomar a rotina saudável e a dieta no dia seguinte, sem peso na consciência e sem culpa”, finaliza. 

Sobre o Grupo São Lucas – O Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP) é uma marca de tradição, qualidade e confiança em medicina de excelência há mais de 50 anos, com médicos especialistas, atendimento humanizado e estrutura própria com alta tecnologia. É composto pelo Hospital São Lucas, Hospital São Lucas Ribeirania e São Lucas Medicina Diagnóstica. O Grupo, localizado em Ribeirão Preto (SP) é administrado pela Hospital Care, uma holding de serviços de saúde formada por mais de 30 unidades entre hospitais e clínicas, em 7 cidades do país.                  

Fotos: Divulgação – Nutricionista alerta para vilanização dos doces e afirma que exceção não é excesso

(Outras Palavras Comunicação)

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