70% dos portadores da doença não sabem que têm o problema; durante a campanha Março Verde, Dr. Leiser Franco, oftalmologista, explica por que a consulta periódica pode barrar a progressão
Mais de 35 milhões de brasileiros convivem com algum grau de dificuldade visual, segundo o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais causas de cegueira entre adultos são a catarata, o glaucoma, a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética, doenças que, na maioria dos casos, progridem sem sintomas e chegam ao diagnóstico tarde demais.
O Março Verde, campanha nacional de conscientização sobre saúde ocular, chama atenção para a necessidade de cuidado contínuo com a visão ao longo de toda a vida. “A visão é o sentido mais importante para nossa relação social e independência. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para preservar uma visão saudável que permita ao paciente ter autonomia, praticar esportes e leitura”, afirma o Dr. Leiser Franco, oftalmologista cooperado da Unimed Goiânia – Cooperativa de Trabalho Médio e especialista em glaucoma e catarata.
Silencioso e irreversível
Entre as doenças oculares, o glaucoma se destaca pela gravidade e pela dificuldade de detecção. “O glaucoma é um conjunto de condições que levam a uma lesão gradual e irreversível do nervo óptico, causando cegueira. A maioria dos casos é silenciosa em sua fase inicial, o paciente não sente nenhum sintoma. Essa é a principal razão do diagnóstico tardio”, explica Dr. Leiser Franco.
O oftalmologista aponta que o segundo fator determinante é a ausência de acompanhamento regular com um oftalmologista. Na consulta de rotina, o médico realiza a refração, mede a pressão intraocular e avalia o fundo de olho, com atenção específica ao nervo óptico. São esses procedimentos que permitem identificar ou suspeitar do glaucoma nas fases iniciais, quando o tratamento ainda pode estabilizar a doença e preservar a visão.
Fatores de risco e acompanhamento ocular
Nem todos estão igualmente expostos. Pessoas com histórico familiar de glaucoma, portadores de hipertensão ou diabetes e usuários de anti-inflamatórios com corticoide estão entre os que apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença. A idade é outro fator determinante: o glaucoma de ângulo aberto, forma mais comum da condição, incide com maior frequência após os 50 anos.
Dr. Leiser Franco lembra que a atenção com a saúde ocular precisa começar muito antes do surgimento de qualquer sintoma. “A visão é responsável por cerca de 70% da nossa interação com o meio ambiente. O acompanhamento com oftalmologista deve começar desde o nascimento, para avaliar e diagnosticar precocemente qualquer condição que possa impactar o desenvolvimento visual da criança”, orienta.
Sobre a Unimed Goiânia
A Unimed Goiânia integra o Sistema Nacional Unimed e atua com princípios cooperativistas no setor de Saúde Suplementar. Conta com uma ampla rede credenciada, composta por mais de 450 estabelecimentos, entre hospitais, clínicas e laboratórios, além de oferecer serviços próprios como o SOS Unimed (UTI móvel, aéreo e terrestre) e programas de atenção integral à saúde, responsáveis pela assistência a mais de 400 mil beneficiários em Goiânia, na região metropolitana e em outros 69 municípios circunvizinhos. A cooperativa oferece planos de saúde individuais ou familiares para pessoas físicas, além de planos empresariais e coletivos por adesão para pessoas jurídicas, com cobertura definida pela lista de Procedimentos e Eventos em Saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Também disponibiliza produtos opcionais, como SOS – UTI móvel, aéreo e terrestre – e Proteção no Trabalho. Presente há quase 48 anos no mercado, a cooperativa segue investindo em inovação e qualidade assistencial, reforçando seu compromisso com o cuidado da vida e da saúde dos goianos.
(Ageu Macedo – Assessor de Imprensa)
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