Alex Kirby
A redução nas emissões de gases poluentes nos países da UE (União Européia) foi tímida entre 2001 a 2002, informou a Agência Ambiental Européia.
Num relatório, o órgão disse que o total de gases causadores do efeito-estufa lançados à atmosfera caiu apenas 0,5% no período.
As autoridades destacam, porém, que a queda se deu após dois anos consecutivos de aumento nos índices de poluição e que, portanto, significa algum tipo de avanço.
A agência diz que a UE deu um passo pequeno rumo à meta de redução de emissões prevista no Protocolo de Kyoto, acordo internacional criado para lidar com a ameaça das mudanças climáticas.
Falta muito
Mas o relatório alerta os Estados membros do bloco a fazer muito mais caso estejam realmente dispostos a honrar seus compromissos.
Entre as causas da redução nas emissões em 2002 estão um clima mais quente, que reduziu a necessidade de queima de combustíveis fósseis para o aquecimento.
Outras razões foram o crescimento econômico mais lento na indústria, a substituição do carvão pelo uso de gás natural e algumas medidas específicas com o objetivo de reduzir emissões.
Em 2000, as emissões dos seis gases-estufa monitorados haviam crescido 0,2% e, em 2001, 1,3%.
A diminuição registrada em 2002 levou o total de emissões dos então 15 países da UE a um nível 2,9% inferior aos que existiam em 1990, ano usado como base para os cálculos.
Embora isso pareça positivo, a Agência Ambiental Européia afirma que o fato revela um avanço europeu mais lento que o prometido no Protocolo de Kyoto.
O documento prevê corte de emissões para que a região atinja níveis 8% inferiores a 1990 entre 2008 e 2012.
“Assumindo que a redução de 8% fosse resultado de um caminho linear, as emissões já deviam ter sido reduzidas em 4,8% em 2002”, observa o relatório.
Com base nisso, a agência diz que apenas quatro países estão a caminho de cumprir suas metas nacionais: França, Alemanha, Suécia e Grã-Bretanha.
Os outros 11 países vão extrapolar suas metas, “alguns por margens substanciais”.
As emissões de gases dos dez países que entraram para a UE em maio de 2004 não contarão para as metas totais de redução do bloco, embora a maioria deles tenham as suas próprias metas.