Doença possui formas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento
A campanha do Março Lilás traz a conscientização sobre os perigos e desafios de câncer de colo do útero. Durante todo o mês, especialistas da área da saúde em todo o Brasil se mobilizam para levar informações acessíveis às mulheres sobre uma doença que, muitas vezes silenciosa, exige prevenção, diagnóstico rápido e um tratamento eficaz.
Segundo as projeções do Instituto Nacional do Câncer (INCA) publicadas neste ano, estima-se que, até 2028, aproximadamente 19 mil novos casos anuais de câncer de colo do útero sejam detectados nas mulheres brasileiras, o que consolida a doença como o terceiro câncer que mais atinge a população feminina do país.
As melhores formas de combate ao câncer envolvem campanhas de imunização, realização periódica de exames e, em caso de um diagnóstico positivo para a enfermidade, um tratamento que, realizado precocemente, apresenta bons números de recuperação. Raquel Ramos, especialista em ginecologia ambulatorial da Afya Educação Médica Curitiba, traz um panorama sobre os desafios no enfrentamento à doença.
Prevenção
O câncer de colo do útero tem uma particularidade com relação a outras formas da doença: sua origem é bastante conhecida e a prevenção, de fácil acesso. Para Raquel, essas características permitem que uma ação precoce e ágil tenha bastante eficácia para impedir o surgimento da enfermidade.
“Esse câncer, diferente dos outros, tem uma causa conhecida, que é a alteração causada pelo vírus do HPV. A primeira e mais eficaz prevenção é a vacina, disponível no SUS dos 9 aos 14 anos, com versão aplicável até os 45 anos na rede privada. Junto a isso, é importante fazer o exame de Papanicolau a partir dos 25 anos e, mais recentemente, o Ministério da Saúde começou a introduzir a pesquisa do HPV, cujo resultado negativo indica uma possibilidade baixa do câncer surgir”, afirma.
Sintomas
Um dos maiores desafios no combate ao câncer de colo do útero está no fato de que, se há sintomas, é sinal de que a doença já está presente no corpo. A especialista em ginecologia ambulatorial reforça que o mais importante é agir na prevenção, para evitar que, caso o câncer seja descoberto, ele já esteja avançado.
“A grande questão é que, quando há sinais como sangramento pós-relação sexual, dor e desconforto, a doença já estará em um estágio mais avançado. Por isso, o ideal é detectar antes que alterações maiores sejam visíveis. A vacinação e a citologia oncótica continuam sendo as melhores alternativas; a vacina nona valente, inclusive, previne diversos sorotipos e amplia a eficiência dessa prevenção”, ressalta.
Para Raquel, se o câncer não foi detectado rapidamente, corre-se o risco de um tratamento que seria apenas paliativo, pois pode não haver mais uma chance de cura.
“Um diagnóstico tardio pode indicar a disseminação acentuada do câncer, a ponto de impossibilitar uma cura e tornar o tratamento apenas paliativo, com talvez uma radioterapia local para conter sangramentos, analgesia, entre outras medidas. O ideal é sempre detectar lesões iniciais, nas quais se pode fazer procedimentos menos invasivos”, pontua.
O tratamento
“O tratamento varia muito em cada caso. Se a paciente tem lesões iniciais causadas pelo HPV, que chamamos de NIC 1, 2 e 3, há diferenças na estratégia. Por exemplo: sendo um NIC 1, muitas vezes a paciente consegue, com a própria imunidade, curar essa lesão, pois ela ainda é pré-cancerígena. Com o NIC 2 ou 3, no entanto, é preciso fazer a conização (retirada da tampa do colo do útero), com uma taxa de cura altíssima”, explica a especialista da Afya.
A ginecologista ainda reforça que, por ser uma doença com identificação e prevenção bastante definidas, é preciso fazer mais para combater o câncer.
“O câncer de colo do útero é um dos poucos em que há uma prevenção real e se sabe qual é o agente causador. Com todas as medidas possíveis e, em caso de diagnóstico, a cirurgia, não deveríamos ter nenhuma morte. É preciso aumentar a conscientização e incentivar a vacinação”, comenta Raquel.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
(Assessoria de Imprensa – Afya Educação Médica Curitiba – Jornalista: Paulo Semicek)
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