Colaboração: João Luiz Ultramari
A idade está chegando e já tenho que pensar em quando parar de trabalhar para aproveitar e viver até o final dos meus dias. Trabalhando direto sem parada e oficialmente desde os 12 anos de idade, época em que a legislação permitia e se não tivesse acontecido, não chegaria ao que atualmente sou e faço: ensino técnico (contabilidade), superior (advogado), colunista (jornalista registrado no Ministério do Trabalho), membro fundador da Academia Araraquarense de Letras. Não era fácil para meus pais, que tinham quatro filhos.
Exerci muitas atividades em Araraquara, além das de empresário, de presidente e diretor de diversas entidades de classe, filantrópicas, esportivas, vereador e Secretário de Transportes e Trânsito de Araraquara.
Por isso já penso em diminuir mais ainda minhas atividades, não querendo ceder para não ocupar uma vaga em casa de repousos (moda atual). Já criei meus 4 filhos, que são formados em direito e agora pensam diferente. Lembro do meu pai que diariamente ia ver e passear com meus filhos. Hoje, pouco vejo meus netos em razão de que cada um ter suas vidas, compromissos, amizades, tempo, cabeças diferentes etc.
É como nessa coluna, muita coisa tem que ser cortada ou alterada, mesmo pesquisando dados para publicá-las.
KIKO – FRANCISCO LUIZ SALVADOR
ATIRADOR 66 – TG 002-ARARAQUARA

Foi com grande tristeza que na última quarta-feira recebi a notícia do falecimento do nosso amigo KIKO, com o qual convivi por muitos anos, quer como vizinho, quer como integrante do Tiro de Guerra 1969 (última turma da Rua 8), quer na sua luta pela igualdade racial, quer pela imprensa escrita, onde brigava também pelos problemas da cidade e pela Câmara Municipal onde trabalhava. Atualmente participava mensalmente (quando podia) da reunião de confraternização em um dos restaurantes da cidade, em relação aos ex-atiradores de nossas turmas (300 aproximadamente), que se resumiu a 15, agora 14 com a perda do Kiko.
Lembro que no final do ano, recebi uma homenagem do Conselho dos Contabilistas do Estado de São Paulo com outros colegas numa convenção regional estadual na UNIP e o único que foi me prestigiar foi o Kiko e seu neto, que tirou uma foto. Agradeci ao Kiko e ele me disse: “você me prestigiou em tantos eventos, inclusive votando em mim representando os vereadores, como poderia deixar de vir nesta homenagem?”. Na reunião de janeiro ele não pode ir, mas disse que na próxima estaria presente, mas não deu né amigo?
Em meu nome e da turma do Tiro de Guerra, nossos sentimentos a toda família. Descanse em paz amigo!
Abaixo fotos do Kiko, última reunião, foto com Ultramari na UNIP e lembranças das confraternizações de 40 e 50 anos do TG, que ele participou.





AGRADEÇO A TODOS QUE SE MANIFESTARAM SOBRE ESTA COLUNA.