Áreas de descanso e hidratação surgem como exemplos de ações onde as marcas conseguem dialogar com as necessidades do público
Cerca de 65 milhões de pessoas estão participando da folia pelo Brasil, um crescimento de 22% em relação a 2025, segundo dados das Secretarias de Turismo estaduais. O aumento do fluxo impacta diretamente a dinâmica de consumo no período, com maior demanda por lazer, praticidade e experiências coletivas. Por isso, as marcas precisam avaliar se a participação neste período faz sentido para seus objetivos e posicionamento.
“O Carnaval funciona como um divisor claro entre marcas que entendem o momento e aquelas que apenas exploram a visibilidade do evento. Quando a marca não tem um papel claro dentro da experiência do público, a ativação pode chamar atenção ali na hora, mas não constrói o relacionamento duradouro com consumidores”, destaca Ramon Prado, CEO da HUSTLERS.BR.
As marcas que conseguem se conectar com o público são aquelas que resolvem problemas reais do período ou se encaixam naturalmente no contexto da festa. Entretenimento, áreas de descanso e hidratação são exemplos de territórios que fazem sentido porque dialogam diretamente com as necessidades de quem está nas ruas.
Por outro lado, quando a conexão não é clara, o especialista alerta que o risco de rejeição é alto. Ativações forçadas que apenas vestem o Carnaval sem um propósito tendem a gerar mais ruído do que engajamento. O consumidor percebe quando a marca está ali apenas para aproveitar esse alcance do evento, sem entregar valor ou uma experiência que seja de fato relevante para a jornada.
“Ativar no Carnaval deve fazer sentido, não só barulho. Marcas que entendem seu papel, respeitam o contexto e escolhem com critério como e se vão participar conseguem transformar o período em uma oportunidade real de conexão, sem perder a coerência e a credibilidade”, finaliza Ramon.
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