Calor intenso, longas horas de festa e pouco descanso exigem atenção redobrada com o corpo especialmente com a ingestão de líquidos
Com temperaturas acima da média, o verão tem exigido cuidados extras com a saúde, em especial com a hidratação corporal. E para quem pretende aproveitar o Carnaval para viajar, seja para o campo ou para a praia, pular bloquinhos, ou fazer passeios pela cidade, o professor da graduação, Mestrado e Doutorado em Ciências e Enfermagem da Universidade Guarulhos (UNG), Ewerton Naves Dias, ressalta que hidratar o corpo é um cuidado básico de segurança.
“O corpo perde líquido mais rápido no verão e a reposição precisa acompanhar o mesmo ritmo. Quem vai para o bloquinho deve seguir medidas práticas e realistas como levar água, fazer pausas, procurar a sombra e beber com regularidade sem esperar a sede apertar. Assim, dá para aproveitar muito mais e correr menos risco de desidratação”, comenta Dias.
De acordo com o professor, o ato de beber água é uma medida essencial para fazer o corpo funcionar adequadamente. “Ela ajuda a manter a circulação sanguínea adequada, participa de processos básicos do metabolismo e é peça central para controlar a temperatura corporal. Em dias quentes, isso fica ainda mais evidente, pois o organismo usa a transpiração para resfriar o corpo e sem reposição de líquidos esse sistema começa a falhar. Se você não hidratar o corpo, ele perde eficiência e aparecem sintomas como o cansaço, dor de cabeça e até situações mais sérias”, explica.
Por isso, a garrafa de água deixa de ser apenas um item opcional e passa a ser um verdadeiro acessório indispensável. No meio da folia ela funciona como um combustível necessário, ajudando o organismo a lidar com o esforço físico, o sol intenso e as altas temperaturas.
Para quem pretende participar de blocos de carnaval, o cuidado deve ser redobrado. Caminhar e dançar no meio de aglomerações, em exposição prolongada ao sol, com poucas pausas para se alimentar ou beber água, pode favorecer a desidratação. A bebida alcoólica é outro fator que contribui para a perda líquido do corpo.
“O primeiro sinal de desidratação é a sede, mas ele não é o único. Outros alertas comuns são a diminuição do volume urinário, urina mais escura, boca seca, dor de cabeça, tontura, sensação de fraqueza e cãibras. Em casos mais sérios, podem surgir confusão mental e desmaios, situações que exigem atenção imediata”, esclarece.
Caso sinta algum desses sintomas, o especialista orienta a parar, sair do sol, buscar um lugar fresco e começar a repor líquidos aos poucos, com goles frequentes. Caso a desidratação esteja ligada a diarreia, com ou sem vômitos, a reposição com solução de reidratação oral (SRO) é uma medida bem estabelecida.
Ewerton ainda alerta para situações de urgência, como quando a pessoa sente confusão mental, desmaio, vômitos persistentes, piora rápida, sinais intensos após exposição ao calor ou suspeita de insolação. Nesses casos, o indicado é procurar um serviço médico imediatamente.
(Cristiane Pappi – Assessora de Imprensa)
Foto: Freepik