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Falta de medicamentos na rede pública de Araraquara traz preocupações

Luigi Polezze

A falta de medicamentos na rede pública de saúde de Araraquara tem gerado preocupação entre pacientes que dependem do fornecimento contínuo para o tratamento de diversas patologias. Entre os casos recentes está a indisponibilidade da Duloxetina, nas dosagens de 30 mg e 60 mg, medicamento utilizado no tratamento de depressão, ansiedade, dores crônicas e outras condições clínicas.

Usuários da rede municipal relatam dificuldades para certos tratamentos diante da ausência do medicamento, situação que pode provocar agravamento do quadro de saúde, efeitos adversos e riscos associados à interrupção ou substituição inadequada da medicação.

Em resposta, a Secretaria Municipal da Saúde informou que não é possível estabelecer um prazo exato para a regularização do fornecimento de determinados medicamentos. Segundo a pasta, a falta pode ocorrer por fatores como débitos de exercícios anteriores, atrasos na entrega por parte de fornecedores, dificuldades na obtenção de grandes quantidades e problemas logísticos relacionados ao transporte. Entretanto, tal informação somente traz insegurança aos munícipes pela falta de expectativa.

Nesse mesmo passo, de acordo com o Executivo municipal, todos os medicamentos do almoxarifado possuem pedidos de reposição em andamento. Para reduzir os impactos da falta, estão sendo adotadas medidas como compras emergenciais, notificações administrativas e aplicação de penalidades a fornecedores com entregas em atraso, além do acompanhamento dos processos de compras, licitações e empenhos para acelerar a reposição dos estoques.

A Secretaria ainda esclareceu que o controle de estoque da rede municipal é dinâmico, podendo sofrer alterações ao longo do dia, já que há entregas previstas, em andamento ou em fase de conferência. Por esse motivo, a disponibilidade de medicamentos pode mudar a qualquer momento, o que torna as informações ainda mais inseguras, uma vez que – aparentemente – não há uma resposta concreta.

Apesar das explicações incertas, a recorrência da falta de medicamentos essenciais evidencia a necessidade de atenção sobre o abastecimento e melhor administração quanto quais medicamentos estão em situação de emergência e quais não estão, especialmente no caso de remédios de uso contínuo, cuja interrupção pode comprometer seriamente a saúde e o bem-estar dos pacientes atendidos pela rede pública.

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