N/A

DANÇA E A SAÚDE DO CÉREBRO

Por Dr. Kleber Duarte, Neurocirurgião

A dança é muito mais do que uma atividade de lazer; é uma poderosa ferramenta de saúde física, emocional e social. Conforme a idade avança é fundamental manter o corpo ativo e a mente estimulada para preservar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida. A dança reúne tudo isso de forma leve, prazerosa e profundamente humana.

Durante a dança, o cérebro ativa diferentes áreas importantes como o hipocampo (responsável pela memória e orientação espacial); córtex pré-frontal (responsável por tomada de decisões, foco e planejamento motor); gânglios da base e cerebelo (fundamentais para controle fino dos movimentos e equilíbrio) e o sistema límbico (ligado às emoções e ao prazer).

A dança estimula a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de criar novas conexões) e a liberação de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfinas, substâncias que melhoram o humor, reduzem a ansiedade e fortalecem a sensação de bem-estar. 

Em idosos, isso é especialmente importante para manter a agilidade cognitiva, reduzir o declínio da memória, proteger contra doenças neurodegenerativas e a melhorar a velocidade de processamento mental. A combinação de música + movimento é uma das formas mais eficientes de ativar essas redes neurais.

Além disso, ajuda a quebrar a sensação de isolamento, tão comum nessa fase da vida, e cria uma conexão emocional poderosa com o corpo e com as memórias ligadas à música.

Uma dúvida comum: o que é melhor, dançar sozinho ou com alguém ou em grupo? Qualquer uma delas oferece benefícios com vantagens diferentes. Dançar sozinho permite a escolha do ritmo e da música, bem como explorar o corpo e os movimentos, favorece a autonomia e o autoconhecimento corporal e pode ser feita em casa, sempre que der vontade.

Por outro lado, dançar com outra pessoa gera sentimento de pertencimento, facilita a socialização e novas amizades, trabalha parceria, contato, confiança e cooperação e cria uma experiência coletiva que potencializa o bem-estar.

Além disso, participar de aulas ou grupos cria uma sensação profunda de pertencimento. O ritmo compartilhado faz com que todos se sintam parte de algo maior, como se a música criasse um laço invisível entre as pessoas.

Para obter benefícios físicos e mentais, recomenda-se a prática de dança por 1 hora entre 2 e 3 vezes por semana, pode iniciar 1 ou 2 vezes e aumentar gradualmente. O importante é respeitar seus limites e buscar um ritmo que seja agradável e que seja de sua preferência porque a dança deve ser sinônimo de alegria, não de obrigação.

Em resumo: a dança é uma intervenção poderosa, barata e acessível para a saúde na terceira idade. Ela melhora equilíbrio, memória, humor, atenção e ainda fortalece conexões sociais sendo um verdadeiro exercício para o corpo e para o cérebro.

Se você busca envelhecer com autonomia, clareza mental e qualidade de vida, dançar é um excelente caminho. A dança é uma intervenção poderosa, barata e acessível para a saúde.

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Uma ficção multidimensional sobre futuro, memória e propósito

DANÇA E A SAÚDE DO CÉREBRO

Brasil encerra 2025 com arrecadação recorde de R$ 3,98 trilhões em impostos, diz ACSP

Essencial para alta produtividade agrícola, adoção de sementes híbridas é lenta na pecuária

Futuro Alpha: por que sua empresa deve aprender com a Geração Z agora 

CATEGORIAS