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Confiança do Consumidor volta ao nível otimista em dezembro, diz ACSP

O aumento generalizado da confiança resultou em maior disposição para a compra de itens de maior valor, como carro e imóvel, e de bens duráveis, como geladeira e fogão, além de elevar a propensão a investir

São Paulo, 23 de dezembro de 2025 – O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcançou, 102 pontos em dezembro, registrando alta de 2,0% em relação a novembro e queda de 1,0% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Trata-se da quinta alta do INC em 2025 e da terceira consecutiva, levando o índice, pela primeira vez desde fevereiro, de volta ao campo otimista (acima de 100 pontos). A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.679 famílias, em nível nacional, residentes em capitais e cidades do interior.

Em termos regionais, os resultados voltaram a se mostrar heterogêneos: houve aumento da confiança nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, enquanto Sul e Sudeste apresentaram estabilidade. Entre as classes socioeconômicas, também houve comportamento misto, com aumento da confiança entre as famílias das classes AB e C e queda entre aquelas pertencentes à classe DE.

Os resultados por gênero indicaram aumento da confiança tanto entre os entrevistados do sexo feminino quanto do masculino, com maior intensidade entre as mulheres.

Observou-se melhora tanto na percepção das famílias em relação à situação financeira atual quanto nas expectativas futuras de renda e emprego, com maior ênfase neste último aspecto. A segurança no emprego também apresentou avanço.

O aumento generalizado da confiança resultou em maior disposição para a compra de itens de maior valor, como carro e imóvel, e de bens duráveis, como geladeira e fogão, além de elevar a propensão a investir.

Em síntese, o INC de dezembro continuou mostrando aumento na comparação mensal e redução na comparação interanual, porém voltando para o campo otimista.

O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa diz que o mercado de trabalho continua gerando aumentos de renda e emprego, o que, unido ao novo consignado, ao pagamento dos precatórios e a outras transferências de renda governamentais sustentam o ânimo e o consumo das famílias. Porém, o alto grau de endividamento das famílias e os efeitos negativos das altas taxas de juros sobre a atividade econômica, que seguirão sendo sentidos, poderão provocar uma redução da confiança do consumidor nos próximos meses.

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