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Obra da Via Expressa em Araraquara passa por correções após apontamentos técnicos

Luigi Polezze

A obra de drenagem da Via Expressa de Araraquara, iniciada em 2024, precisou ser readequada após questionamentos da Caixa Econômica Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). O secretário de Obras, Valter Rozatto, o “Laxixa”, explicou que o problema ocorreu porque a execução começou no meio do trecho, contrariando as recomendações técnicas de que obras de drenagem devem ser iniciadas “de baixo para cima”, ou seja, da jusante para a montante.
Segundo ele, a situação foi corrigida:
“Chamamos a empresa e a fiscalização técnica da Secretaria de Obras e determinamos que, a partir dali, nenhuma medição seria aprovada se não fosse feita da forma correta, iniciando do ponto mais baixo em direção ao mais alto”, disse.

Situação atual da obra

Apesar de parecer parada em alguns pontos, a obra segue em andamento em diferentes frentes:

  • Canal do Córrego do Ouro: possui 1.800 metros e está sendo alargado e aprofundado. Também estão em reconstrução três pontes: na Avenida Sabino Sampaio, na Rua Carlos Gomes e a que liga os bairros Santa Lúcia e Tamoio.
  • Etapa 1: localizada próximo ao Terminal Central de Integração (TCI) , é considerada a mais crítica. O local apresenta erosões de mais de 1,5 metro e está recebendo reforços estruturais para estabilizar as paredes e sustentar a laje superior.
  • Etapa 2: prevê a construção de um minitúnel sob a Rodovia Washington Luís, necessário para dar vazão ao maior volume de água previsto após o alargamento do canal. A licitação já foi concluída e a autorização da Caixa para início dos trabalhos é aguardada.
  • Ponte do Santa Lúcia/Tamoio: foi demolida há cerca de 40 dias e já está em reconstrução, com 33% da estrutura concluída.

Ajustes necessários

De acordo com Laxixa, se a obra tivesse continuado sem as correções, os recursos não seriam liberados pela Caixa.
“Precisamos fazer esses ajustes técnicos para garantir o repasse da verba e a continuidade dos serviços. Hoje, quem passa pelo trecho atrás da rodoviária pode achar que está parado, mas a empresa está trabalhando nos pontos certos, inclusive em áreas de difícil acesso”, afirmou.
A obra total possui cerca de 3.300 metros de extensão e, segundo o secretário, após a conclusão do trecho mais complexo, os trabalhos deverão avançar com maior rapidez.
Agora, o que motivou o começo da obra ser feito ao contrário das exigências do TCU e da própria CAIXA se mantém desconhecidas.

Foto: Tetê Viviani

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