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Setembro Lilás: como conviver com o Alzheimer e os cuidados mais eficazes contra a doença

Dia 21 de Setembro é a data mundial de conscientização contra a enfermidade que atinge mais de 1 milhão de brasileiros

Em um contexto no qual o Brasil conta, hoje, com cerca de 33 milhões de pessoas acima dos 60 anos, de acordo com o IBGE, o tratamento adequado da doença de Alzheimer e outros tipos de demência torna-se cada vez mais relevante. Neste mês, acontece o Setembro Lilás, campanha que promove a conscientização sobre a doença, seus tratamentos e cuidados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a população do mundo que possui algum tipo de demência é de aproximadamente 55 milhões, com 70% dos casos classificados como doença de Alzheimer. No Brasil, o levantamento de 2024 do Ministério da Saúde aponta que 1,2 milhão de brasileiros convivem com a doença.

As projeções destes órgãos, no entanto, geram ainda mais preocupação. De acordo com a OMS, estima-se que, nos próximos 25 anos, o número de pessoas com algum nível de demência pode saltar para até 152 milhões de diagnósticos. O Brasil acompanharia este salto, com um aumento de até 206% nos casos de Alzheimer, chegando 5,7 milhões de casos até 2050.

A doença de Alzheimer no dia a dia

Leonardo Lopes, coordenador de geriatria da Afya Educação Médica Curitiba, apresenta alguns pontos para entender como uma pessoa diagnosticada com a doença de Alzheimer pode ter qualidade de vida e bem-estar, para amenizar os sintomas. 

“O paciente precisa estar inserido dentro de um ambiente em que as pessoas próximas compreendam qual é a sua dificuldade, sem exigir dele algo que ele não consiga mais oferecer ou o contrário, que é colocá-lo de lado como uma pessoa inútil. O conceito correto aqui é o da adaptação, da calibração para uma realidade de vida em que o idoso se insira em seu ambiente social, familiar e comunitário dentro dos limites possíveis”.

Lopes ainda reforça que a necessidade de separar o ser humano da doença que ele possui, isto é, não reduzir o paciente ao seu diagnóstico, criando um estigma que não o ajuda em momentos de lucidez que sim, existem.

“Isso funciona como um carimbo, em que todo mundo entende que a pessoa não pode participar de nada, que tudo o que ela diz não faz sentido e que há um esquecimento total. Isso é ruim porque é impreciso: os défcits de memória não acontecem em 100% do tempo e, em algum momento, o idoso vai perceber a exclusão”, conta o geriatra da Afya Curitiba.

Segundo o profissional, a melhor maneira de convivência com a doença, tanto para o paciente quanto para seus familiares e amigos, é o acolhimento adequado, o que inclui o desenvolvimento de atividades que mantenham o idoso com um bom nível de atividade diária.

“Da mesma forma que a exclusão é percebida pelo paciente, o acolhimento também é. A doença, por si só, causa sofrimento e solidão, então é importante que a família se antecipe a isso e, por exemplo, mantenha a pessoa ocupada com algumas atividades no dia a dia, pois isso será excelente para o seu convívio com a doença. Quanto mais ativa e acolhida é a pessoa, melhor será a sua qualidade de vida”, observa o geriatra.

Como combater a doença de Alzheimer?

Se, até pouco tempo atrás, a postura médica em relação à doença de Alzheimer se baseava essencialmente em tratamentos que facilitassem a convivência do paciente com o quadro clínico, hoje já há uma nova esperança; em abril deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os testes do medicamento Kisunla, que atua no combate à doença.

Mesmo sem previsão de comercialização, o neurologista da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Drusus Perez Maquez, ressalta que é preciso uma preparação para que o medicamento represente, uma mudança de paradigma sobre a doença.

“Pelas informações às quais temos acesso, o medicamento age fundamentalmente em fases pré-clínicas, que é a doença em estágio inicial. Portanto, precisamos aumentar a nossa capacidade de realizar diagnósticos precoces, o que exige uma estrutura mais complexa, pois ainda estamos detectando muitos casos de forma tardia. Mas é uma esperança”, afirma Marquez.

Medicamentos e diagnósticos precoces, porém, não eliminam a necessidade de prevenção e cuidados necessários para evitar, ao máximo, as chances de manifestação da doença.

“O principal fator de risco é a idade. Mas, para além dela, o fator genético também deve ser considerado, pois sabemos que uma parte importante do risco de Alzheimer vem da família. Outros fatores ainda incluem o diabetes, a pressão alta, o sedentarismo e também o uso de cigarro e bebida alcoólica”, reforça o neurologista.

Sobre a Afya

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.   

(Assessoria de Imprensa | Afya Educação Médica Curitiba)

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