Raras, pouco conhecidas, as distrofias musculares não têm cura, mas reabilitação física oferece qualidade de vida aos pacientes
A criança demora a andar ou tem dificuldades para correr, subir escadas, levantar do chão e sofre muitas quedas. Os pais devem logo procurar o médico, pois estes são os sintomas de uma doença rara e, portanto, pouco conhecida, a Distrofia Muscular. Por isso, o 17 de setembro foi instituído o Dia Nacional de Conscientização sobre as Distrofias Musculares. “Elas compõem um grupo de doenças genéticas que causam fraqueza e perda progressiva dos músculos, explica a Dra. Ana Cristina Ferreira Garcia Amorim, médica fisiatra e diretora da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR).
Entre os vários tipos, o mais estudado é a distrofia muscular de Duchenne, chamada de DMD. É uma doença rara, que atinge, em média, 1 a cada 3.000 crianças que nascem no Brasil.
A causa da distrofia muscular está em alterações genéticas que impedem o organismo de produzir uma proteína essencial para a saúde dos músculos, chamada distrofina. Sem ela, os músculos vão perdendo força com o passar do tempo.
A médica fisiatra ressalta a importância das pessoas conhecerem a doença para ficarem atentas aos primeiros sintomas que, geralmente, aparecem na infância. “As dificuldades de locomoção são mais comuns. Com o tempo, outros músculos também podem ser afetados, inclusive aqueles que ajudam na respiração e no funcionamento do coração”, explica a diretora da ABMFR.
Ainda não há cura para a distrofia muscular, mas existem tratamentos que melhoram a qualidade de vida e ajudam a preservar a autonomia do paciente. O médico fisiatra, especialista em Medicina Física e Reabilitação, atua no tratamento dos pacientes junto com outros profissionais de saúde, como o ortopedista, pneumologista, cardiologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, entre muitos outros.
O médico fisiatra coordena todo o plano de reabilitação, que inclui a fisioterapia, para manter a força e a flexibilidade, a avaliação respiratória, para prevenir complicações e indicar suporte quando necessário, o suporte ortopédico, como órteses e acompanhamento de problemas da coluna, e o uso de tecnologias assistivas, como cadeiras de rodas adaptadas e recursos que favorecem a independência no dia a dia.
“Ao notar os sinais, procure avaliação médica o mais breve possível, pois pode fazer toda a diferença para a criança, proporcionando-lhe mais autonomia e qualidade de vida”, afirma Dra. Ana Cristina.

Médica fisitra Ana Cristina Ferreira Garcia Amorim, diretora da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (crédito da foto: ABMFR)
(Marcelo Gomes – ABMFR – Assessoria de Imprensa)
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