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Opinião Livre: PREVENIR OU REMEDIAR?

AUTOR: GIOVANI HENRIQUE PERONI

Estatísticas da OMS mostram que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente. Globalmente estima-se que isso custe US$ 54 bilhões em assistência médica direta e outros US$ 14 bilhões em perda de produtividade.

Hipertensão arterial sistêmica é um grave problema de Saúde Pública, sendo fator de risco para patologias cérebro-vasculares. Embora a hipertensão afete mais a idosos, quanto mais precocemente for detectada, maior a chance de redução da morbidade e mortalidade por doenças a ela relacionadas. Usando a metodologia de um questionário informativo no Google Worksspace durante a pandemia do covid-19 e das medidas severas do distanciamento social em Araraquara, com o tema "Praticantes de Atividade Física e a Relação do Covid-19".

São 16 perguntas elaboradas criteriosamente para quem pratica atividade física antes, durante e depois das medidas adotadas do isolamento social. Foram 1013 participantes que responderam o questionário, sendo que uma das indagações foi:

VOCÊ TEM ALGUM PROBLEMA DE SAÚDE?

O resultado foi 67,4% hipertensão, em seguida 11,2% outros problemas, 10,9% ortopédico ou dor muscular, diabetes e doenças do coração, sinalizou uma situação preocupante do ficar em casa.

A mudança do hábito de não praticar atividade física potencializa essas pessoas ao severo risco do agravamento das morbidades.

Principalmente as pessoas que são consideradas grupo de risco para agravamento da COVID-19: os portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica e indivíduos fumantes acima de 60 anos, gestantes, puérperas e crianças menores de 5 anos. Existem estudos recém-publicados com dados sobre os grupos de risco ligados a maior mortalidade por Sars-Cov-2, citando as enfermidades hematológicas, incluindo anemia falciforme e talassemia, doença renal crônica em estágio avançado (graus 3,4 e 5), imunodepressão provocada pelo tratamento de condições autoimunes, como o lúpus ou câncer, exceto câncer não melanótico de pele, obesidade ou doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica.

Analisando o portal da transparência do covid-19, um dos principais gastos do governo municipal em 13/10/2020, através da secretaria municipal da saúde, contém na aquisição dos medicamentos: cloridrato de tiamina indicado para o tratamento da cardiopatia.

O cloridrato de amitriptilina que é um antidepressivo com propriedades analgésicas utilizado no tratamento da depressão e da dor neuropática. O Haloperiidol, indicado para o alívio de transtornos do pensamento, de afeto e do comportamento como: acreditar em ideias que não correspondem à realidade (delírios); desconfiança não usual; ouvir ou ver ou sentir coisa que não está presente (alucinações). Fluoxitina com o objetivo de aliviar sintomas relacionados às seguintes condições: depressão (associada ou não à ansiedade) TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) Transtorno de pânico. O medicamento cloridrato benserazida é indicado para o tratamento de pacientes com doença de Parkinson. A carbamazepina é usada no tratamento de determinados tipos de crises convulsivas (epilepsias). A clorpromazina é indicada para o tratamento de quadros psiquiátricos agudos e para o controle de psicoses com longa evolução, utilizada nesses casos clínicos por conta da sua atuação tranquilizante sem causar sedação.

A somatória do investimento do poder público nestes medicamentos atingiu o valor de R$ 571.126,00.

São quinhentos e setenta e um mil, cento e vinte seis reais, ou seja, meio milhão que poderia ser destinado para políticas públicas preventivas no município. Não podemos continuar na contramão da ciência, pela quantidade de medicamentos. Estamos assistindo valores em medicamentos antidepressivos, e ainda com hipertensos e diabéticos. A pandemia traz um alerta à população para o entendimento definitivo que a prática da atividade física é uma condição vital de sobrevivência para aumentar a imunidade e principalmente ter mais qualidade de vida dentro das práticas sanitárias de prevenção do covid-19 nos ambientes públicos e privados das atividades gímnicas.

"Ser fisicamente ativo é fundamental para a saúde e o bem-estar e pode adicionar anos à vida e vida aos anos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Cada movimento conta, especialmente agora que gerenciamos as restrições da pandemia de COVID-19. Devemos todos nos mover todos os dias – com segurança e criatividade".

Prevenir para melhora a circulação, ter menor risco de doenças do coração, reduzir e controlar o diabetes, ajudar a controlar o peso, reduzir o risco de pressão alta, manter ossos, articulações e músculos saudáveis a inclusão do bem-estar físico e mental significa não ter que remediar.

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