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A derrocada do ensino

O professor, vocacionado e atualizado, dá o máximo e pensa no coletivo.

O resultado do Saeb (Sistema de Avaliação do Ensino Básico), acaba de ser divulgado, é um libelo sobre as políticas educacionais. Não obstante o avanço tecnológico, mais de 70% dos alunos termina segundo grau insuficientes em português e matemática.

Resultado pior do que há 20 anos.

O consolo é que no Ensino Fundamental a insuficiência é menor. O governo tem o dever de reverter essa curva negativa para que os concluintes tenham a competência que o mercado exige.

Historicamente as famílias não conseguem informar suas crianças e jovens sobre a real necessidade da educação. Pais e mães sem informação e escolas despreparadas, são incapazes de fazer o jovem entender que sem estudar devidamente estará alijado das oportunidades e será fatalmente levado a uma vida de dificuldades e até miserável. A maioria dos indivíduos só vai perceber isso na prática, quando o tempo ideal para o aprendizado já foi perdido. Alguns conseguem recuperar, a maioria, não.

CIDADANIA

A estrutura educacional em vez de se ater às funções de transferência de conhecimento e cidadania irresponsavelmente tem sido utilizadas para a difusão de ideologia política e de gênero. Professores insuflados para o grevismo e doutrinados ideologicamente conduzem os alunos ao atual estado de coisas. E a política educacional, voltada para a produção de numero e não de qualidade, permite formar alunos sem saber o que fazer do diploma.

Resgatar a juventude é necessidade extrema para o futuro do país.

Da mesma forma que nas últimas décadas se proliferou equivocadamente a política e a ideologia como salvadores únicos da pátria, é preciso encontrar formas de convencer o jovem de que, sem se educar, não chegará a lugar algum e terá uma vida difícil. Quanto aos professores, é necessário cuidar de seus salários e carreiras, mas lembrá-los da tarefa de ensinar suas matérias e deixar o proselitismo político para os partidos. A escola existe para transmitir conhecimentos. Militância se deve fazer em outros lugares.

(Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL – Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo. aspomilpm@terra.com.br)

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