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Fim da propina

O inimaginável aconteceu. Dirigentes e altos executivos das empreiteiras que dominam o mercado da infraestrutura estão presos e revelam a quem deram propina para conseguir contratos de obras custeadas pelo governo e por empresas estatais. O foco é a Petrobras, mas suspeita-se que a roubalheira também se estenda ao setor elétrico e, muito provavelmente, a outros empreendimentos governamentais. Tudo muito simples: se não "molha a mão" do propineiro estrategicamente colocado em altos cargos de nomeação política, a empreiteira não consegue o contrato e não trabalha. Há muito tempo fala-se em propinas "em toda obra pública", mas só agora o crime vem às claras e segundo bastidores já existe até uma relação de 70 políticos citados como beneficiários dos milhões desviados da Petrobras.

Operação Lava-Jato traz a oportunidade de saneamento econômico e moral do país. A firmeza do juiz federal Sergio Moro, o comprometimento do Ministério Público e o profissionalismo e determinação da Polícia Federal dão as bases para verdadeira profilaxia e levarão aos tribunais um vasto conjunto de provas para o julgamento dos envolvidos, mesmo os detentores de foro privilegiado.

Texto: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares (aspomilpm@terra.com.br)

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