Maria Ursulina Ramalho (*)
Embora tardiamente sempre é tempo de rememorar os amigos, principalmente uma pessoa tão querida e especial como Maria Lúcia Prata. As inesperadas tristeza e dor de sua partida permanecem em minha mente e coração. Você deu-me um exemplo de pessoa corajosa, forte, decidida e de grande sabedoria para viver.
Seus olhos tão vivos, atentos, percebiam o mundo ao seu redor e seu sorriso contagiante era uma alegria para todos. Sua vida foi construída através de ideais, valores e compaixão; sempre soube qual era o seu caminho.
Comecei a admirá-la quando viajávamos para Matão trabalhando como educadoras. O tempo passou. Sua luta, Maria Lúcia, tornou-se uma conquista, fazendo de você uma pessoa única e vencedora. Com a alma sensível procurava no canto extravasar todo o sentimento nobre que existia em seu coração.
Fizemos de nossas viagens momentos de confissão sobre as nossas dificuldades em geral. Você sempre encontrava uma solução para o próximo dia.
Sou muito grata por ter convivido com você mesmo por pouco tempo. Sua brilhante inteligência muito me ajudou.
Um dia você foi viajar com suas colegas para descansar e se alegrar, num ambiente calmo, mas naquele dia você resolveu partir: arrematou sua jornada de forma inteligente. Sua hora chegou, partiu como viveu e tenho certeza que continuará com mais alegria desenvolvendo os projetos de seu coração porque a vida é eterna.
(*) É Pedagoga e escritora