Uma reunião regional, em Santa Lúcia, a fim de discutir meios para aumentar a arrecadação da Santa Casa de Araraquara para abrir o leque do atendimento, mostrou o amplo conhecimento da então secretária da Saúde de Araraquara, Dra. Regina Barbieri.
Depois da exposição do provedor Valter Curi, sobre problemas enfrentados pelo hospital, coube aos representantes das prefeituras consorciadas desfilar dificuldade para liberar verba. Principalmente a escassez dos cofres públicos.
Em meio à choradeira, significativa e perfeitamente compreensível, a Dra. Regina mostrou o mapa da mina com as fases que todos deveriam cumprir visando mais verbas aos pacientes. Deixou a bem preparada secretária, de maneira transparente, detalhes que o tempo e sensibilidade propiciaram como adorno de seu saber. Efetivamente não é fácil administrar o plano SUS, é como indicar passos para tirar leite de pedra.
Foi bom conhecer, no decorrer daquele encontro, a capacidade da secretária que deixa o posto araraquarense após bons serviços. Naquela reunião e em muitos episódios sobre a discussão do sistema unificado de saúde ficou visível que o diálogo era a grande ferramenta. Com pessoas do sistema, trabalhadores, enfermeiros e principalmente médicos, sempre num clima de reivindicação, nada absolutamente nada substitui a capacidade de argumentar, com respeito ao interlocutor.
Truculência, como a possibilidade de ponto-biomédico para acompanhamento do contrato profissional colocando todos no mesmo patamar da desconfiança profissional, a fim de que seja cumprida jornada de 4 horas, não é bem-vinda. Antes, muita saliva e olho no olho, com a preocupação de adicionar parceiros, podem garimpar adesão qualificada para a tarefa humanizada de cuidar da saúde pública.