N/A

Mobilidade urbana

Joaquim Lopes (*)

O deslocamento é uma das necessidades mais básicas do ser humano. Muito além do direito de ir e vir, o conceito de mobilidade urbana está atrelado ao deslocamento de pessoas e bens materiais dentro das cidades, possibilitando acesso a mercadorias e a convívios sociais, como escolas, igrejas, compras, trabalho, saúde e lazer.

Nas cidades, as pessoas vão a determinados locais por meio de diferentes meios de transporte, seja a pé, de bicicleta, moto, carro, ônibus, trem. Cada uma delas utiliza um meio adequado ou disponível. Esses modais necessitam de uma infraestrutura específica que garanta a qualidade e a segurança da locomoção.

São Paulo possui quase cinco milhões de veículos, cerca de 25% da frota nacional. São realizados cerca de 30 milhões de deslocamentos diários, sendo 10 milhões em transporte coletivo e outros 10 milhões em transporte individual.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Organização Internacional do Trabalho mostra que 9,5% dos brasileiros gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho, mas em São Paulo essa proporção chega a 23,2%.

É por motivos como este que a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – tem investido cada vez mais na construção de corredores de ônibus, melhorando a qualidade do transporte público. Desta forma, possibilita uma locomoção mais rápida, confortável e segura.

Além das paradas específicas para ônibus, duas faixas duplas onde os carros também circularão. Os ciclistas terão espaço garantido. Uma ciclovia paralela em toda a extensão do Corredor.

Outro exemplo de desenvolvimento regional baseado no transporte público acontece em Guarulhos. Lá está em construção o Corredor Guarulhos – Tucuruvi, que ligará a maior cidade da região metropolitana a capital. O trecho contempla 32,3 km e suas obras a pleno vapor.

Muito mais que uma facilidade na vida dos moradores e trabalhadores dessas regiões, estes projetos representam um grande impulso ao desenvolvimento regional. As melhorias em infraestrutura acabam sempre se transformando em mais desenvolvimento econômico. Com o tempo, isso significa mais empregos e melhoria na renda da população.

Com um sistema de transportes integrado ao desenvolvimento consegue-se um melhor aproveitamento do espaço urbano, possibilitando ainda melhorias significativas ao meio ambiente. Com uma mobilidade mais sustentável, os ganhos para a sociedade transcendem a esfera econômica gerando mais inclusão social e principalmente qualidade de vida à população. Certamente este é um desafio que vale a pena.

(*) É presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Agenda Cultural

Agenda Esportiva

Ação integrada avança na prevenção e combate a incêndios rurais em Bueno de Andrada

Curso do SEST SENAT capacita mulheres para atuar na área de transporte coletivo de passageiros

Santa Casa de Araraquara é reconhecida por destaque em neurocirurgia no Prêmio Acesso Hospitalar – Tabela SUS Paulista

CATEGORIAS