(*) Douglas Braz
O deputado estadual Roberto Massafera, que esteve na última semana com o governador José Serra, acredita que em breve o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual Paulista) vai selar o convênio com o hospital Santa Casa de Araraquara, beneficiando quase 30 mil usuários entre servidores estaduais e dependentes. A convite do governador paulista, Massafera participou da cerimônia de assinatura de contrato entre o Estado e o Iamspe que prevê repasses da ordem de R$ 250 milhões até 2010. O deputado é membro da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, onde o plano de reestruturação do Iamspe foi discutido.
"O plano do governador José Serra é ambicioso e responde a um direito legítimo dos servidores públicos que, por muitos anos, esperam melhor cobertura à saúde. O aludido plano prevê aportes de recursos da ordem de R$ 50 milhões em 2008 e de mais R$ 100 milhões em 2009 e em 2010", explicou o parlamentar.
Também estiveram presentes à cerimônia os secretários Sidney Beraldo (Gestão Pública), Luiz Roberto Barradas (Saúde) e Rogério Amato (Assistência e Desenvolvimento Social), além do superintendente do Iamspe, Latif Abrão Júnior.
Entre as estratégias para ampliar o atendimento no interior do Estado, Roberto Massafera disse que o plano prevê a descentralização dos serviços. "É uma decisão acertada do governador José Serra que vai acelerar a assinatura do convênio com a Santa Casa em Araraquara. Acredito que nos próximos dias teremos uma notícia positiva."
Prioridade
O governador reafirmou que se trata de "um aumento de mais de 50% nos recursos do Iamspe usados só para investimentos, principalmente na renovação de contratos no Interior do Estado."
Roberto Massafera esclareceu que a liberação do dinheiro está atrelada ao cumprimento de metas pelo Iamspe e critérios como a ampliação da rede de cobertura no interior, a agilidade no atendimento e a melhoria da qualidade dos serviços médicos.
O número de municípios paulistas que contam com prestadores de serviço deve saltar para 198 até 2010, um aumento de 75% em relação a 2007. Serão mais de 776 mil servidores públicos, dependentes e agregados atendidos, um crescimento de 56%. O aumento da disponibilidade de médicos e prestadores de serviços como hospitais, clínicas e laboratórios não são os únicos argumentos favoráveis à descentralização. Outra vantagem seria a desburocratização. Os usuários poderão dirigir-se diretamente aos consultórios, sem necessidade de retirar guias de consulta em hospitais ou em um dos 18 Centros de Assistência Médico Ambulatorial (Ceamas). (*) É jornalista-assessor.