Os proprietários enchem o tanque e podem bombardear o motor
Depois da dengue, quando Araraquara foi comentada pelo Brasil, agora é a vez dos combustíveis adulterados. O ranking coloca Andradina e Assis com 23% de adulteração. Araraquara aparece com 17,2% de gasolina batizada (adição de elementos estranhos e criminosos com prejuízo certo aos consumidores).
Santos vem com 16,9%. Avaré, 8,3%; Rio Preto, 8%; Bauru, 4,6%; Ribeirão Preto, 1,1% e, dentre outras, Matão e São Carlos com o invejoso 0%. Pois é, em Araraquara 17,2% de adulteração e na vizinha São Carlos, nada de nadinha, lá a gasolina é limpa, honesta, confiável e cumpre com a expectativa de mover a máquina, sem efeitos secundários.
Região marcada
Uma pesquisa da ANP mostra que o pior combustível, vendido no Estado, é o da região de Araraquara, Jaú e Pederneiras. No álcool, de 87 amostras, 15 estavam em desconformidade com os padrões fixados. São 17,2%, bem acima do percentual de São Paulo, 5,7%. Já no diesel, o percentual fora das exigências foi de 4,5% (Estado, 2,4%). Na gasolina, o percentual irregular foi de 4,5% (em SP, 1,7%). Combustível caro e ainda duvidoso.
O ranking de adulteração foi publicado pela Folha de São Paulo (C7) edição de 11 de julho de 2008. Quem vai esclarecer sobre esses números indigestos? A maioria sente a sensação de ser enga-nada com o sol do meio-dia. Simplismente lamentável.